AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA ANTI-HELMÍNTICA DE COMPOSTOS DERIVADOS DA MOLÉCULA DIBENZILIDENOACETONA NO MODELO DO Caenorhabditis elegans

  • Yulli Roxenne Albuquerque Laboratório de Parasitologia, Universidade Federal de São Carlos
  • Ana Afonso Laboratório de Parasitologia, Universidade Federal de São Carlos; Instituto de Química de São Carlos, Universidade de São Paulo; Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade Nova de Lisboa
  • Clovis Wesley Oliveira de Souza Laboratório de Microbiologia e Parasitologia, Universidade Federal de São Carlos
  • Edson Rodrigues-Filho Laboratório de Bioquímica Micromolecular de Microorganismos, Universidade Federal de São Carlos
  • Fernanda de Freitas Anibal Laboratório de Parasitologia, Universidade Federal de São Carlos
Palavras-chave: Anti-helmínticos, curcumina, fármacos, in vitro, tratamento

Resumo

Cerca de 2 bilhões de pessoas do mundo estão infectadas por algum helminto. Além de humanos, os vermes também infectam animais de importância para a pecuária, afetando a produção de alimentos e impactando na economia. O aumento da resistência ou perda de sensibilidade aos anti-helmínticos sugere a necessidade de estudos para descoberta de novos fármacos. A molécula dibenzilidenoacetona é capaz de originar uma classe de compostos semelhantes a chalconas e curcuminas. Estudos demonstram que estes compostos possuem diversos efeitos terapêuticos. Este trabalho visa demonstrar o potencial dos compostos sintéticos A1K2, A2K2, A8K2 e A11K2 como anti-helmínticos utilizando como modelo o nematódeo Caenorhabditis elegans. Nematódeos adultos foram mantidos em placas de 24 poços contendo meio NGM (Nematode Growth Medium), onde foram expostos aos compostos nas concentrações de 100 a 500 µM. Como controle negativo, foi utilizado DMSO 10% (dimetilsulfóxido) e como controle positivo o Albendazol 40 mg/mL. A atividade anti-helmíntica foi observada em estereomicroscópio nos períodos de 6, 24, 30 e 48 horas, por meio da contagem de vermes vivos e da observação de alteração na motilidade e o aparecimento de ovos e larvas do verme. Após o tratamento com os compostos observamos discreta alteração na motilidade e presença de ovos e larvas. Os compostos A2K2 e A11K2 não apresentaram efeito contra o verme C. elegans. Os compostos A1K2 e A8K2 na concentração máxima reduziram a motilidade após 6h, sendo reestabelecida após 48h. Para melhor entendimento do funcionamento desses compostos será realizado microscopia confocal para observar o tempo necessário para a penetração dos compostos e a sua localização no corpo do verme. Além da terapia fotodinâmica como alternativa de aumentar o efeito biológico dos compostos.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017