AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE LEISHMANICIDA DO DITERPENO ÁCIDO CAURENÓICO CONTRA Leishmania amazonensis

  • Ana Carolina Bolela Bovo Candido Universidade de Franca
  • Julia Medeiros Souza Universidade de Franca
  • Mariana Cintra Pagotti Universidade de Franca
  • Carly Henrique Gambeta Borges Universidade de Franca
  • Sérgio Ricardo Ambrosio Universidade de Franca
  • Rodrigo Cassio Sola Veneziani Universidade de Franca
  • Jairo Kenupp Bastos Universidade de São Paulo
  • Lizandra Guidi Magalhães Universidade de Franca
Palavras-chave: Ácido caurenóico, Copaifera, Leishmania amazonensis.

Resumo

A leishmaniose é uma doença parasitária negligenciada, causada por espécies de Leishmania sp. O tratamento primário é realizado utilizando os antimoniais pentavalentes (Sb+5) e em casos de resistência da cepa ao tratamento, outras substâncias como Anfotericina B, são utilizadas apesar da sua grande toxicidade para o hospedeiro. Com a necessidade de novas substâncias contra os parasitos que causam a leishmaniose, o interesse pela pesquisa cresce com o intuito de obter compostos que atuam com maior eficácia e baixa toxicidade. Dentre as plantas com propriedades medicinais, as do gênero Copaifera se destacam pelas suas aplicações farmacológicas, incluindo sua atividade antiparasitária, com significante propriedade leishmanicida apresentada pelo óleoresina de diversas espécies deste gênero. Estudos com o diterpeno Ácido Caurenóico (ácido 16-caure-18-óico) (AC), encontrado na parte fixa da óleoresina das espécies de Copaifera, indicaram uma significante atividade antiparasitária. Assim, o presente trabalho tem o propósito estudar a atividade leishmanicida do AC contra as formas promastigotas do parasito, a atividade citotóxica contra macrófagos peritoneais e a atividade hemolítica. Em todos os ensaios o AC foi avaliado nas concentrações de 0,19-50µM. A atividade leishmanicida contra as formas promastigotas do parasito foi avaliada nos períodos de 6, 12, 24 e 48h, a atividade citotóxica contra macrófagos peritoneais e a atividade hemolítica foram avaliadas durante 24h e 30min, respectivamente. AC apresentou um CH50 de 293,3µM e um valor de CC50 (Concentração citotóxica de 50% das células) de 2,39µM. Os valores de CI50 obtidos após avaliação contra as formas promastigotas foram de 0,36; 0,21; 0,07 e 0,009 µM nos períodos de 6, 12, 24 e 48h, respectivamente. Desta forma além dos resultados obtidos até o momento com o AC, serão realizados outros ensaios da interação entre o ácido caurenóico e o ácido polialtico e também ensaios com as formas amastigotas do parasito.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017