MÉTODOS ESTATÍSTICOS NA AVALIAÇÃO DE REAÇÕES CRUZADAS ENTRE Leishmania spp. E Ehrlichia spp. POR MEIO DE TÉCNICAS SOROLÓGICAS E MOLECULARES

  • Walter Bertequini Nagata
  • Bruno César Miranda Oliveira Faculdade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
  • Milena Araúz Viol
  • Mariele Fernanda da Cruz Panegossi
  • Katia Denise Saraiva Bresciani
  • Silvia Helena Venturoli Perri
Palavras-chave: Bioestatística, Ehrlichia, Leishmaniose, Reatividade Cruzada

Resumo

Entre as diversas enfermidades existentes na clínica veterinária de pequenos animais, em particular nos cães, pesquisas relacionadas à leishmaniose e a erliquiose têm se destacado na busca, não só de melhorias na sanidade, como também na prevenção, diagnóstico e tratamento. O objetivo do presente estudo foi investigar, por métodos estatísticos, a ocorrência de reações cruzadas por Leishmania spp. e Ehrlichia spp. com o uso de técnicas sorológicas e moleculares. Um total de 100 amostras sanguíneas de cães foram colhidas e processadas por meio do Ensaio Imunoenzimático indireto e Reação em cadeia da polimerase. A análise estatística consistiu nos testes Qui-quadrado e McNemar. As estatísticas foram consideradas significativas quando p<0,05. A partir das análises pode-se verificar que 48,0% dos animais foram reativos na ELISA e 58,0% apresentaram positividade na PCR, no caso da Leishmania spp. Para Ehrlichia spp., a ocorrência de anticorpos pelo ELISA, foi de 54,0%  e pela PCR, 48,0% dos cães foram positivos. Nota-se também que 35,0% e 37,0% dos animais foram reativos e positivos para os dois parasitos por meio do teste sorológico e molecular, respectivamente e quatro cães foram reativos no teste ELISA para ambas as doenças e tiveram resultado negativo apenas no teste molecular de Ehrlichia spp. Estes resultados na sorologia podem sugerir a possibilidade de reatividade cruzada entre a Leishmania spp. e Ehrlichia spp . Entretanto, é mais provável que eles estejam relacionados com a coinfecção desses agentes. Tanto a leishmaniose canina, quanto a erliquiose, são responsáveis pela ocorrência de muitos sinais clínicos similares e inespecíficos no cão: febre, apatia, anorexia, perda de peso. Isso torna mais difícil a sua distinção e detecção e, consequentemente, exige o uso de técnicas de diagnóstico adequadas para a sua identificação. Há mais evidencias de coinfecção destes dois agentes patogênicos no cão do que reatividade cruzada.

Biografia do Autor

Bruno César Miranda Oliveira, Faculdade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal - DAPSAParasitologia
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017