LEISHMANIOSE VISCERAL AMERICANA X HIV NO BRASIL NO PERÍODO DE 2007 A 2013

  • Thalita Carolina Haak Instituto Adolfo Lutz
  • Aline Akemi Pablos Inoue Instituto Adolfo Lutz
  • Aparecida Helena Souza Gomes Instituto Adolfo Lutz
Palavras-chave: Coinfecção, Diagnóstico, Epidemiologia, HIV, Leishmaniose Visceral Americana

Resumo

A coinfecção Leishmaniose Visceral Americana-HIV (LVA-HIV) é caracterizada pela associação do protozoário Leishmania spp. e pelo Vírus da Imunodeficiência Humana. É considerada uma doença emergente e que constitui um grande problema de saúde pública. A coinfecção apresenta um aumento no número de casos, devido à sobreposição geográfica de ambas as doenças, agravada pelas formas de transmissão já estabelecidas no passado e por novas possibilidades, como por exemplo, transmissão vertical, entre casais heterossexuais, idosos, compartilhamento de perfurocortantes e por transfusão sanguínea. A leishmaniose possui um caráter oportunista em pacientes imunocomprometidos e os efeitos deletérios sobre a imunidade dos pacientes são potencializados. A falta de integração entre as informações nas plataformas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde dificulta a análise dos dados.  O objetivo deste estudo foi realizar um levantamento dos casos suspeitos de LVA-HIV no Brasil entre os anos de2007 a 2013 e realizar uma unificação das informações abrangendo aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. O levantamento de dados foi realizado através da plataforma do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizada pelo site do DATASUS, utilizando as variáveis: coinfecção, características demográficas e exames laboratoriais. Foram registrados 26.112 pacientes com suspeita de LVA-HIV, sendo 1.602 coinfectados, com uma maior incidência no sexo masculino na faixa etária de 20-59 anos e predominantemente na região Nordeste. Dentre os exames laboratoriais para a leishmaniose visceral, preconizados pelo Ministério da Saúde observou-se uma maior positividade nos métodos parasitológicos (direto e cultivo) e molecular (PCR). A importância da unificação das informações reunindo os aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais favorecem as análises dos dados. Entretanto foi observado grande número de casos ignorados, inclusive a respeito da coinfecção Leishmaniose Tegumentar Americana / HIV.  

Biografia do Autor

Thalita Carolina Haak, Instituto Adolfo Lutz
Graduada em Ciências Biológicas pela PUC SP - Campus Sorocaba em 2015.Aprimoranda Programa de Aprimoramento Profissional - FUNDAP - 2016
Aline Akemi Pablos Inoue, Instituto Adolfo Lutz
Graduada em Biomedicina pela CEUNSP - Itu em 2015Aprimoranda do Programa de Aprimoramento Profissional FUNDAP 2016
Aparecida Helena Souza Gomes, Instituto Adolfo Lutz
Graduação em Ciências com habilitação plena em Biologia pela Faculdade de Educação e Cultura de Presidente Prudente (1986), especialização em Saúde Pública pela UNAERP (1999), mestrado em Ciências (2004) e doutorado em ciências (2008) pela CCD- Secretaria de Estado da Saúde-SP. Pesquisadora Científica do Instituto Adolfo Lutz - Centro Regional de Sorocaba. Atua na área de Parasitologia, enteroparasitoses e parasitoses sistêmicas, principalmente nas infecções oportunistas na AIDS, criptosporidiose, leishmanioses, Spirometra sp., toxoplasmose, atuando nos temas epidemiologia e diagnóstico parasitológico, imunologico e molecular.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017