LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E LABORATORIAIS DRS XVI - SOROCABA

  • Aline Akemi Pablos Inoue Instituto Adolfo Lutz
  • Thalita Carolina Haak Instituto Adolfo Lutz
  • Aparecida Helena Souza Gomes Instituto Adolfo Lutz
  • Sueli Vieira Cortez Instituto Adolfo Lutz
  • Wendel Tadeu da Silva Instituto Adolfo Lutz
  • Cristina Takami Kanamura Instituto Adolfo Lutz
  • Silvia D' Andretta Iglesias Instituto Adolfo Lutz
  • Ricardo Gava Instituto Adolfo Lutz
  • Vera Lucia Pereira Chiocola Instituto Adolfo Lutz
Palavras-chave: DRS XVI, Epidemiologia, Leishmaniose Tegumentar Americana

Resumo

A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma zoonose causada por protozoários do gênero Leishmania. No Brasil as principais espécies são L (L.) amazonensis, L (V.) braziliensis e L (V.) guyanensis, transmitidas pelo flebotomíneo do gênero Lutzomya. As manifestações clínicas acometem pele e mucosas, podendo apresentar lesões únicas, disseminadas ou difusas. O objetivo desse trabalho foi realizar um levantamento dos exames laboratoriais dos casos suspeitos de LTA diagnosticados no IAL –CLR- Sorocaba, no período de 2012 a junho de 2016, provenientes da DRS XVI que abrange as GVEs de Sorocaba e Itapeva num total de 48 municípios. Os casos notificados foram obtidos no site do CVE por GVEs e os dados referentes à idade, sexo, município e resultados de exames, nos registros internos do IAL Sorocaba – Parasitologia. Foram realizados exames de 423 pacientes com suspeita clínica de LTA, nas faixas etárias: <10 anos (20), 11-30a (78), 31-50a (112), >50a (183) e 30 sem informação. Os métodos laboratoriais foram: Pesquisa direta 192 (50 positivos e 142 negativos); RIFI 275 (73 positivos e 202 negativos); Histopatológico 161 (34 positivos e 127 negativos); Imunohistoquímico 139 (32 positivos e 107 negativos); Cultura 24 (2 positivos e 22 negativos); PCR 185 (74 positivos e 111 negativos) e IDM 10 (9 positivos e 1 negativo). Obtivemos 143 pacientes com dois ou mais resultados positivos para LTA, sendo 55 do sexo feminino e 88 masculino. Observamos 22 municípios com casos de LTA, sendo 17 da GVE - Sorocaba e cinco GVE Itapeva. A faixa etária >50 anos foi a que apresentou o maior número de casos, predominantemente no sexo masculino. O diagnóstico da LTA deve ser baseado nos aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, visto que é necessário diferencia-la de outras patologias.

Biografia do Autor

Aline Akemi Pablos Inoue, Instituto Adolfo Lutz
Graduada em Biomedicina pelo Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio - Itu em 2015. Aprimoranda do Programa de Aprimoramento Profissional - FUNDAP 2016 - Instituto Adolfo Lutz.
Thalita Carolina Haak, Instituto Adolfo Lutz
Graduada em Ciências Biológicas pela Pontificia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba em 2015. Aprimoranda do Programa de Aprimoramento Profissional - FUNDAP 2016 - Instituto Adolfo Lutz.
Aparecida Helena Souza Gomes, Instituto Adolfo Lutz
Graduação em Ciências com habilitação plena em Biologia pela Faculdade de Educação e Cultura de Presidente Prudente (1986), especialização em Saúde Pública pela UNAERP (1999), mestrado em Ciências (2004) e doutorado em ciências (2008) pela CCD- Secretaria de Estado da Saúde-SP. Pesquisadora Científica do Instituto Adolfo Lutz - Centro Regional de Sorocaba. Atua na área de Parasitologia, enteroparasitoses e parasitoses sistêmicas, principalmente nas infecções oportunistas na AIDS, criptosporidiose, leishmanioses, Spirometra sp., toxoplasmose, atuando nos temas epidemiologia e diagnóstico parasitológico, imunologico e molecular.
Sueli Vieira Cortez, Instituto Adolfo Lutz
Bióloga formada em Nossa Senhora do Patrocínio - Itu em 1987.Técnica de Laboratório
Wendel Tadeu da Silva, Instituto Adolfo Lutz
Farmacêutico formado pela Universidade de SorocabaMestre em Educação - PUC - Sorocaba (2015)Auxiliar de laboratório
Cristina Takami Kanamura, Instituto Adolfo Lutz
Possui graduação em Farmácia e Bioquímica pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo(1985) e mestrado em Farmácia Análises Clínicas pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo(1994). Atualmente é Pesquisador científico do Instituto Adolfo Lutz e Membro de corpo editorial da Boletim do Instituto Adolfo Lutz. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Anatomia Patológica e Patologia Clínica. Atuando principalmente nos seguintes temas:anticorpos policlonais e monoclonais, antígeno, imuno-histoquímica, imuno-fluorescência.
Silvia D' Andretta Iglesias, Instituto Adolfo Lutz
Medica Patologista
Ricardo Gava, Instituto Adolfo Lutz
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade São Judas Tadeu (1995). Atualmente é agente técnico de assistência a saúde do Instituto Adolfo Lutz. Tem experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Protozoologia Parasitária Humana
Vera Lucia Pereira Chiocola, Instituto Adolfo Lutz
Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de Mogi das Cruzes. Mestre em Parasitologia - (Instituto de Ciências Biomédicas) pela Universidade de São Paulo. Doutora em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal de São Paulo. Pós Doutorado na Universidade Federal de São Paulo. Atualmente é pesquisadora científica VI do Instituto Adolfo Lutz. Coordenadora do Laboratório do Biologia Molecular de Parasitas e Fungos do Centro de Parasitologia e Micologia. Docente e orientadora de alunos de pós graduação do Programa de Pós-Graduação da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo . Dirigente de grupo do Diretório Nacional de Grupos de Pesquisas do CNPq. Tem experiência nas áreas de imunologia, biologia molecular e celular com ênfase no diagnóstico. Atua principalmente nos seguintes temas: doença de Chagas; leishmanioses visceral e tegumentar; toxoplasmose cerebral, ocular e congênita; e parasitas ou fungos oportunistas relacionados à infecção por HIV.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017