NEUROCISTICERCOSE EM PACIENTES DO MUNICÍPIO DE ITANHOMI, NO VALE DO RIO DOCE, EM MINAS GERAIS.

  • Jéssica Alvanessa Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
  • Daniele Maiumi Yamamoto Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
  • Isabel Cristina Melo Mendes Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
  • Juliana Freiha Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
  • Pedro Raychtock Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
  • Renata Costa Azevedo Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
  • Maurício Petroli Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
  • Maria José Conceição Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz
  • Rosalie Correa
Palavras-chave: água contaminada – albendazol - Neurocisticercose – saneamento básico -Taenia solium

Resumo

Introdução: A cisticercose do sistema nervoso central representa a parasitose de maior prevalência mundial e a causa mais frequente de epilepsia. O agente da neurocisticercose humana é o Cysticercus cellulosae, larva de T. solium, que tem o porco como hospedeiro intermediário. Os ovos ingeridos pelo homem originam embriões hexacantos que caem na corrente sanguínea e iniciam a invasão de diferentes órgãos: olhos, músculos, pele e SNC. Quando isso ocorre, o homem passa a ser o hospedeiro intermediário do ciclo dessa parasitose. Objetivos:- Esclarecer o diagnóstico da doença em pacientes com epilepsia e cefaleia no município de Itanhomi, em Minas Gerais, conduzidos ao ambulatório de Doenças Infecciosas e Parasitárias-DIP, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho-UFRJ, - Avaliar a evolução dos pacientes em suas áreas de origem. Casuística e Métodos: No período de 2013 a 2015, cinco habitantes da área, do grupo etário entre 32 e 56 anos, sexo masculino, referindo queixas de cefaleia intensa, crônica, frequente, e episódios de epilepsia, realizaram sorologia para detecção de anticorpos no sangue pelos métodos de ELISA e EITB (enzyme-linked immunoelectrotransfer blot) e exames de imagem: tomografia cerebral-TC e ressonância magnética-RM. Resultados: Houve positividade de anticorpos no soro, e exames de imagem compatíveis com neurocisticercose em quatro dos cinco pacientes. Tratamento: albendazol, via oral, 15 mg/kg peso, durante 8 dias, com ampliação deste prazo em três dos quatro pacientes. Regressão dos sintomas em três pacientes, óbito em um deles por acidente vascular cerebral. Conclusões: Eficácia do albendazol. Recomendações: investimento em saneamento básico e o tratamento dosinfectados para interromper a perpetuação do ciclo dessa parasitose. Orientar a população para que a criação de porcos não ocorra próximo à instalação de poços, e enfatizar que a ingestão de água contaminada com os ovos da Taenia solium é a principal forma de aquisição da doença na região.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017