ADMINISTRAÇÃO DE EXTRATO ETANÓLICO BRUTO DE Trichoderma stromaticum REDUZ DEPOSIÇÃO DE HEMOZOÍNA NO FÍGADO DE CAMUNDONGOS C57BL/6 INFECTADOS COM Plasmodium berghei ANKA

  • Yusmaris Josefina Cariaco Sifontes Universidade Federal de Uberlândia
  • Wânia Rezende Lima Universidade Federal de Mato Grosso
  • Layane Alencar Costa Nascimento Universidade Federal de Uberlândia
  • Romulo Oliveira de Sousa Universidade Federal de Uberlândia
  • Jane Lima dos Santos Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Neide Maria Silva Universidade Federal de Uberlândia
Palavras-chave: extrato fúngico, hemozoína, malária, Plasmodium berghei ANKA, Trichoderma stromaticum.

Resumo

A hemozoina é um pigmento produzido a partir da degradação da hemoglobina em hemácias infectadas por Plasmodium, sendo que esse pigmento pode acumular nos tecidos e ser internalizado pelos macrófagos residentes. O aumento nos depósitos de hemozoína no fígado tem sido associado com aumento da parasitemia. Alguns extratos fúngicos foram testados anteriormente como possíveis fontes de compostos com atividade antimalárica, porém o extrato etanólico bruto de Trichoderma stromaticum (Ext-Ts) ainda não. O objetivo deste trabalho foi testar o efeito do tratamento com Ext-Ts sobre a parasitemia e deposição de hemozoína em um modelo de malária experimental. Camundongos C57BL/6 inoculados intraperitonealmente com 5x104 hemácias infectadas com Plasmodium berghei ANKA e tratados ou não diariamente com 2,5 ou 5,0 mg de extrato etanólico bruto de T. stromaticum foram eutanasiados no sétimo dia de tratamento e infecção, e fragmentos de fígado foram coletados, fixados e incluídos em parafina. Cortes histológicos foram feitos e analisados através de microscopia de luz convencional e microscopia de luz polarizada. Foram fotografados 10 campos microscópicos por animal com aumento de 200X. As fotografias foram analisadas através de software ImageJ 1.50i. O número de pixels representados pela hemozoína em cada figura foi mensurado e expresso como percentagem da área da hemozoína. A parasitemia foi também mensurada nos animais tratados ou não com Ext-Ts através de citometria de fluxo. Observou-se uma diminuição no acúmulo de hemozoína no fígado dos camundongos tratados com 5,0 mg de Ext-Ts quando comparado com os animais não tratados. Além disso, foi observado que os animais tratados apresentaram uma diminuição da parasitemia em relação aos animais não tratados. Sugere-se que o tratamento com o Ext-Ts é capaz de reduzir os níveis de parasitemia durante a infecção por Plasmodium berghei ANKA, assim como diminuir a deposição do pigmento malárico no fígado, sugerindo um melhor prognóstico ao curso da doença.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017