EPIDEMIOLOGIA ESPACIAL DA DENGUE EM ARARAQUARA, SÃO PAULO, BRASIL

  • Aline Chimello Ferreira Universidade Estadual Paulista - UNESP
  • Francisco Chiaravalloti-Neto Universidade de São Paulo - USP
  • Adriano Mondini
Palavras-chave: Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Epidemiologia

Resumo

Mapas de incidências de doenças desempenham um papel importante dentro dos estudos epidemiológicos. Técnicas de análise espacial tem sido amplamente utilizada para fornecer informações sobre a distribuição de doenças infecciosas e avaliar a disseminação viral em áreas urbanas. Em 2015 o Brasil apresentou uma das mais importantes epidemias de dengue de sua história com mais de um milhão e meio de casos notificados.  Araraquara, cidade da região central do Estado de São Paulo, tem apresentado um aumento no número de casos de dengue, e apresentou em 2015 epidemia alarmante. Nós utilizamos uma abordagem espacial para avaliar dados de oito anos de dengue em Araraquara com o objetivo de identificar populações sob risco e padrões na ocorrência da doença. Casos confirmados de dengue entre 2008 e 2015 foram obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e geocodificados na base cartográfica da cidade com eixos de ruas e setores censitários. Foram realizadas duas técnicas de geoestatística para identificar e investigar áreas com aparente aumento da incidência da doença que caracterizem aglomerados estatisticamente significantes. O método global Ripley’s K function foi usado para avaliar se houve agrupamento evidente na região de estudo e o método local Getis-Ord Gi* para definir a localização e extensão dos aglomerados identificados. Foram notificados 15729 casos de dengue no período e pelo menos um aglomerado em cada ano analisado. No entanto não foi possível identificar uma persistência dos setores com aglomerados ao longo dos anos, uma vez que um mesmo setor se repetiu no máximo três vezes em oito anos. O próximo passo será avaliar as variáveis que podem ajudar a prever a ocorrência desses aglomerados e identificar um modelo que otimize as estratégias para reduzir o risco de transmissão ou que sejam úteis para determinar os melhores locais para administração de vacinas num futuro próximo. 

Biografia do Autor

Aline Chimello Ferreira, Universidade Estadual Paulista - UNESP
Faculdade de Ciências Farmacêuticas Departamento de Ciências Biológicas
Francisco Chiaravalloti-Neto, Universidade de São Paulo - USP
Faculdade de Saúde Pública
Adriano Mondini
Faculdade de Ciências FarmacêuticasDepartamento de Ciências Biológicas
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017