Estudo sorológico para anticorpos anti Toxoplasma gondii em população alvo atendida em instituições públicas de saúde no município de Bauru-SP

  • José Cláudio Simão Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP
  • Lais Pereira S. Carvalho UNIP - Universidade Paulista
  • Adriana Aparecida Feltrin Correa UNIP - Universidade Paulista
  • Fátima Haddad Barrach UNIP - Universidade Paulista
  • Milena Agostinho Tunes Simão FIB - Faculdade Integradas de Bauru
Palavras-chave: Epidemiologia, Gestação, Imunoglobulina G, Imunoglobulina M, Toxoplasmose.

Resumo

Os testes sorológicos para toxoplasmose em mulheres com idade fértil e no pré-natal tem grande importância para a prevenção da toxoplasmose congênita, a fim detectar possível infecção latente. Este estudo teve como objetivo foi estabelecer os níveis sorológicos dos anticorpos anti Toxoplasma gondii e sua prevalência entre mulheres em idade fértil atendidas em instituições públicas de saúde no município de Bauru – SP. Foram incluídas mulheres com idade entre 15 a 49 anos e com níveis sorológicos anti Toxoplasma gondii detectados por metodologia de Imunoensaio Quimioluminescente para investigação dos níveis de anticorpos IgG e IgM, através do equipamento ABBOTT Architect® i2000. O total de 2.340 casos foram estudados, sendo que para estabelecer a influência da faixa etária em relação a positividade de anticorpos anti Toxoplasma gondii, foi dividido 2 grupos dicotomizados considerando a idade mediana. Os anticorpos IgG positivos foram 1.034 (44,1%) casos, sendo 13 (0,6%) inconclusivos e 1.293 (55,3%) negativos. Já para anticorpos IgM, a positividade foi encontrada em 40 (1,7%) das mulheres, sendo deste 36 (1,5%) inconclusivos e 2264 (96,8%) negativos. Os achados mostraram que o Grupo 2 (33 a 49 anos) possuem maior tendência em apresentar sorologia positiva para Toxoplasmose que o Grupo 1 (15 a 32 anos), tanto para anticorpos IgG (RR 2,20; IC95% 2,07-2,34; p<0,001), quanto para doença ativa, anticorpos IgM (RR 1,92; IC95% 1,02-3,64; p=0,03). Estes dados indicam que o contato com o protozoário Toxoplasma gondii é comum, pois a prevalência de positividade para anticorpos IgG atinge quase a metade das mulheres do estudo, no entanto, encontramos uma baixa ocorrência de doença ativa, sendo possível observar a influência do tempo sob risco para positividade sorológica no grupo de mulheres com idade de 33 a 49 anos, indicando a importância da prevenção primária por meio do diagnóstico prévio, tratamento e acompanhamento sorológico, principalmente em gestantes.

Biografia do Autor

José Cláudio Simão, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP
Departamento de Doenças Tropicais - FMB UNESP 
Lais Pereira S. Carvalho, UNIP - Universidade Paulista
Curso de Biomedicina  
Adriana Aparecida Feltrin Correa, UNIP - Universidade Paulista
Curso de Biomedicina
Fátima Haddad Barrach, UNIP - Universidade Paulista
UNIP - Universidade Paulista
Milena Agostinho Tunes Simão, FIB - Faculdade Integradas de Bauru
Curso de Enfermagem
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017