ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO COM POPULAÇÕES DE Aedes aegypti DO MUNICÍPIO DE SALINAS-MG

  • Laís Brito Silva Instituto Federal do Norte de Minas Gerais
  • Wêudson Alves Mendes
  • Lucas Almeida Oliveira
  • Tatianne Gizelle Marques da Silva Silva
  • Filipe Vieira Santos de Abreu
Palavras-chave: Epidemiologia, Aedes aegypti, Monitoramento

Resumo

O Aedes aegypti é vetor de grande importância na atualidade, o mosquito transmite as arboviroses: degue, chikungunya e zika. Nesse contexto, a proposta desse trabalho foi realizar um estudo epidemiológico com as populações de A. aegypti do município de Salinas-MG, com o intuito de monitorar as taxas de infestação das populações encontradas na cidade.  Para isso, utilizamos para coleta de ovos do mosquito as armadilhas ovitrampas, estas foram instaladas em 10 bairros do município, alojadas no peridomicilio das residências. Semanalmente as armadilhas foram vistoriadas, as palhetas contidas em cada uma das 10 ovitrampas foram recolhidas, identificadas e acondicionadas em saco plástico param serem transportadas ao Laboratório de Biologia. Após a vistoria, as armadilhas foram lavadas, preenchidas com 300 ml de água e uma nova palheta afixada. Esse procedimento foi realizado, durante o período de junho a dezembro de 2015. Em laboratório, as palhetas recolhidas foram colocadas para secagem em temperatura ambiente, posteriormente os ovos presentes na palheta de cada ovitrampa foram contabilizados com o auxílio de um microscópio esteroscópico (20X) e contador manual. Foram coletados 9.526 ovos, com variações entre os locais e ao longo do período de monitoramento. Os locais que registraram maior número de palhetas positivas foram as armadilhas instaladas nos bairros: Centro, São Geraldo, Nova Esperança e Alvorada, Juntas representam 66,6% do total de ovos coletados. Já os lugares que registraram menores quantidades dos ovos foram as armadilhas instaladas nos bairros Vila sobradinho, São José e Silvio Santiago. Os dados coletados foram repassados para a vigilância sanitária do município para que as medidas cabíveis fossem tomadas. Através do mapeamento de áreas de risco, foi possível detectar pontos críticos de concentração populacional, podendo transformar o monitoramento com ovitrampas em um instrumento para a vigilância vetorial, como indicador de prioridades para ações de controle. 

Biografia do Autor

Laís Brito Silva, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais
Parasitologia
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017