A ASSOCIAÇÃO DE PRAVASTATINA E SINVASTATINA EM BAIXAS CONCENTRAÇÕES É CAPAZ DE INIBIR A PROLIFERAÇÃO DE Toxoplasma gondii (cepa RH) EM CÉLULAS HeLa

  • Raquel Arruda Sanfelice
  • Larissa Rodrigues Bosqui
  • Marcelo Andreetta Corral FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
  • Laís Fernanda Machado
  • Naara Cristina Carvalho
  • Suelen Santos da Silva
  • Milena Menegazzo Miranda-Sapla
  • Fernanda Tomiotto-Pellissier
  • Luciano Aparecido Panagio
  • Italmar Teodorico Navarro
  • Ivete Conchon-Costa
  • Wander Rogério Pavanelli
  • Fabiana Martins de Paula
  • Ricardo Sergio Almeida
  • Idessania Nazareth Costa
Palavras-chave: Associação de estatina, Célula HeLa, Toxoplasma gondii

Resumo

Toxoplasmose é uma infecção ocasionada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Trata-se de um parasito intracelular obrigatório capaz de infectar aves e mamíferos. Devido à toxicidade apresentada pelos fármacos convencionais utilizados no tratamento da toxoplasmose, outros compostos vêm sendo pesquisados como tratamento alternativo para a mesma, destacando-se entre eles as estatinas. Diante disso, o objetivo do trabalho foi avaliar o efeito de associação das estatinas pravastatina com sinvastatina em baixas concentrações frente à infecção pela cepa RH de T. gondii em células HeLa. Células HeLa (1×105) foram dispostas em placas de 24 poços sobre lamínulas redondas e levados à estufa a 37°C e 5% de CO2. Após 24 horas as células foram infectadas com taquizoítas de T. gondii (5 x 105). Em seguida, as células infectadas foram tratadas com pravastatina (12 mg/ml) mais sinvastatina (3,1 mg/ml) associadas. Após a fixação e coloração, foram analisadas 200 células por lâminas para análise do índice de infecção e proliferação intracelular do parasito. A estatística foi realizada por análise de variância (One Way ANOVA) e pós-teste de Bonferroni, (*p <0,05). Em relação ao número de células infectadas e proliferação intracelular o tratamento da associação dos fármacos pravastatina (12 mg/ml) mais sinvastatina (3,1 mg/ml) promoveram redução significativa de 36% em número de células infectadas e 62% na proliferação intracelular do parasito, se comparados ao controle negativo (células infectadas e tratadas somente com meio RPMI) (P=0,0001). Conclui-se que a associação de pravastatina mais sinvastatina em baixas concentrações apresentaram efeito antiproliferativo sobre formas taquizoítas de T. gondii demonstrando resultados promissores como composto alternativo no tratamento da toxoplasmose. 
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017