USPs (Ubiquitin-specific proteases) SÃO DIFERENCIALMENTE EXPESSAS ATRAVÉS DO CILCO DE VIDA DO Schistosoma mansoni

  • Roberta V. Pereira
  • Matheus de S. Gomes
  • Roenick P. Olmo
  • Daniel M. Souza
  • Fernanda J. Cabral
  • Liana K. Janotti- Passos
  • Elio. H. Baba
  • Andressa Barban do Patrocinio USP
  • Vanderlei Rodrigues
  • William Castro-Borges
  • Renata Guerra-Sá
Palavras-chave: Ubiquitinaçao. Desubiquitinação. Enzimas desubiquitinadoras (DUBs).

Resumo

O processo de ubiquitinação é reversível e ocorre através das enzimas desubiquitinadoras (DUBs), as quais são proteases envolvidas no processamento de ubiquitinas e na reciclagem dos monômeros de ubiquitina das cadeias poliubiquinadas. A diversidade funcional das DUBs é devido ao número e variedade de domínios catalíticos, além de sua estrutura 3D. São divididas em cinco subclasses: ubiquitin C-terminal hydrolases (UCHs), ubiquitin-specific proteases (USPs ou UBPs), ovarian tumour proteases (OTUs), Machado-Joseph disease proteases (MJDs) and JAB1/MPN/Mov34 metalloenzymes (JAMMs). Esse trabalho teve como objetivo identificar e caracterizar a expressão de membros da família USP durante o ciclo de vida do parasita S. mansoni, pois as mesmas estão envolvidas no sistema ubiquitina-proteassoma, presente no desenvolvimento do parasita. Para tanto, foi avaliada a expressão dos genes através da técnica de Real-time PCR e bioinformática. Foi possível identificar 17 membros da família USP em S. mansoni, apresentando o domínio conservado UCH, identificados em todos os estágios do parasita, porém com níveis de expressão distintos, havendo uma expressão maior para os genes: SmUSP7, SmUSP8, SmUSP9x e SmUSP24. Conclui-se que os genes das USPs de S.mansoni possuem diferença em seus níveis de expressão durante o ciclo de vida do parasita, o que indica estarem envolvidas nos processos celulares requeridos para o desenvolvimento do mesmo, o que serve como base para estudos funcionais dessas enzimas no parasita. 
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017