FREQUÊNCIA DE Toxoplasma gondii EM AMOSTRAS DE TECIDOS DE FRANGOS E EM CÉREBRO DE CAMUNDONGOS AVALIADOS PELA PCR EM TEMPO REAL SEGUIDA ANÁLISE DE ALTA RESOLUÇÃO DE CURVAS DE DISSOCIAÇÃO (qPCR-HRM)

  • Caroline Araújo da Silva Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Taise Cristina Santa Barbara da Silva
  • Jadson Nascimento Borges
  • Kathleen de Almeida Ferreira
  • Maria Vilmária Fontes Carvalho
  • Luciara Alves da Cruz
  • Joelande Esquivel Correa
  • Aristeu Vieira da Silva
Palavras-chave: Camundongos, Frangos, Toxoplasma gondii

Resumo

O Toxoplasma gondii é o agente etiológico responsável por causar a toxoplasmose, uma zoonose de distribuição mundial. Esta alta disseminação ocorre principalmente pelas diversas formas de transmissão possíveis, como ingestão de carne crua ou mal cozida, contendo cistos teciduais de Toxoplasma gondii e a transmissão por água ou alimento contaminado com oocistos esporulados. Esse trabalho teve por objetivo detectar T. gondii em amostras de tecidos de frangos oriundos de feiras livres e pequenas propriedades, pela bioprova em camundongos e pela reação em cadeia pela polimerase em tempo real (qPCR) seguida de análise de alta resolução de curvas de dissociação (HRM) para uma sequência de DNA ribossômico de Sarcositidae. A qPCR-HRM foi padronizada para diferenciar Toxoplasma gondii, Sarcocystis neurona, Neospora caninum e Cryptosporidium parvum. Tanto os frangos de que se extraíram DNA dos tecidos quantos os camundongos provenientes da bioprova apresentavam anticorpos anti-T. gondii pelo método de aglutinação direta modificada (MAT).  Foram analisadas 96 amostras de tecidos de frangos e 35 amostras de cérebro de camundongos. Das 35 amostras de cérebro de camundongos cinco apresentaram amplificação significativa para DNA de T. gondii. No entanto, entre as 96 amostras de tecidos de frangos não houve amplificação significativa para o DNA de T. gondii. Uma das justificativas para os resultados negativos na avaliação direta do DNA parasitário nas amostras de tecido é a dispersão dos cistos teciduais, bem como a interferência de DNA do hospedeiro na performance da qPCR.

Biografia do Autor

Caroline Araújo da Silva, Universidade Estadual de Feira de Santana
Aluna de graduação, cursando o 8º semestre do curso de Ciências Biológicas na modalidade de Bacharelado.Integrante do Grupo de Zoonoses em Saúde Pública da Universidade Estadual  de Feira de Santana-BA.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017