ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA PEDICULOSE DA CABEÇA EM CRIANÇAS DE UBERLÂNDIA-MG

  • Mariana Messias Marinho Universidade Federal de Uberlândia
  • Raquel Borges-Moroni
  • Júlio Mendes
  • Fábio Tonissi Moroni
  • Daniela M. de L. M. Ferreira
Palavras-chave: Brasil, Crianças, Hospital, Pediculose, Uberlândia.

Resumo

Os piolhos são ectoparasitos hematófagos exclusivos de mamíferos. A infestação em humanos é chamada de pediculose e a transmissão pode ocorrer de forma direta mediante o contato entre as pessoas (infestada e não infestada) e indireta via fômites: pentes, escovas e bonés. O objetivo principal foi verificar a ocorrência da pediculose da cabeça em crianças frequentadoras de um hospital público de Uberlândia-MG. Além de analisar associações com idade, sexo, etnia e características dos cabelos e obter informações dos responsáveis a respeito da epidemiologia, transmissão, prevenção e controle. Foi realizada uma inspeção visual direta dos cabelos por 3 minutos em crianças de 2 a 12 anos, sendo consideradas infestadas as que apresentavam lêndeas viáveis, ninfas e/ou adultos. Após os exames, foi preenchida uma ficha de caracterização, com informações sobre a idade, sexo, etnia e características dos cabelos: tamanho, tipo, cor, espessura e densidade. O projeto foi aprovado pelo CEP/UFU parecer número 929.012. A ocorrência geral da pediculose foi de 2,7% em 370 crianças examinadas. Houve uma maior ocorrência em crianças do sexo feminino (5%) e em não negros (3,3%). A faixa etária com maior prevalência foi de 2 anos (1,1%). Quanto às características dos cabelos, foi observado maior ocorrência nos cabelos de coloração escura (2,7%), densidade baixa (2,9%) e espessura fina (4,4%). Nota-se a necessidade da implementação e/ou aperfeiçoamento de programas de forma integrada no controle da pediculose da cabeça na instituição pesquisada.

Biografia do Autor

Mariana Messias Marinho, Universidade Federal de Uberlândia
Instituito de Ciências BiológicasDepartamento de Parasitologia
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017