OCORRÊNCIA DE HELMINTOS PARASITOS DE Amphisbaena mertensi, COLETADAS NO SUDESTE BRASILEIRO

  • Cassia Dos Santos Dornelas Alvares Instituto Federal de São Paulo Campus Avaré
  • Lívia Cristina dos Santos Instituto Federal de São Paulo campus Avaré
  • Tarsila Ferraz Frezza Instituto Federal de São Paulo campus Avaré
Palavras-chave: Parasitologia, Helmintologia

Resumo

As Amphisbaenia, pertencentes à ordem Squamata, são popularmente conhecidas por cobras-cegas e apresentam ampla distribuição no Brasil. Entretanto, são escassos os trabalhos sobre a helmintofauna deste animal, especialmente a brasileira. Conhecer sua fauna helmintológica é importante, pois o estudo da relação parasito-hospedeiro permite inferir sobre a ecologia do hospedeiro, comportamento e suas interações tróficas. Consequentemente, o objetivo deste trabalho foi realizar a identificação de helmintos encontrados em Amphisbaena mertensi oriundas da região rural do município de Avaré/SP e cedidas por moradores desta região, além de exemplares de vermes obtidos de A. mertensi (oriundas de coleções zoológicas nacionais de museus e universidades), coletadas em diferentes áreas do Sudeste Brasileiro. As cobras-cegas, cedidas vivas ao projeto, foram mantidas no Laboratório de Zoologia da instituição e, posteriormente, realizou-se a eutanásia e a necropsia (protocolo 235/2015). Os órgãos foram separados, colocados em placa de Petri com solução fisiológica e analisados em estereomicroscópio. A musculatura e a cavidade visceral também foram analisadas. Os nematódeos encontrados foram mortos em álcool 70% aquecido e fixados nesta mesma solução. Os vermes oriundos de A. mertensi de coleções zoológicas, foram cedidos ao projeto já fixados em formol 10%. Todos os vermes foram fotografados e medidos em fotomicroscópio. Para a identificação dos helmintos foram utilizados os trabalhos de Yamaguti (1971), Vicente et al. (1993) e Rossellini (2007). Nos exemplares de A. mertensi oriundos de Avaré-SP, foi encontrada uma larva de nematódeo na gordura abdominal e 47 nematódeos adultos, machos e fêmeas, da família Oxyuridae no conteúdo estomacal. Os vermes obtidos de A. mertensi de coleções, encontrados no mesentério, gordura abdominal e músculos intercostais, totalizaram 29 larvas de Acantocephala e sete de nematódeos, ambas encistadas. Devido à ausência de aparelho reprodutor maduro e de estruturas características não foi possível definir o sexo, ordens ou famílias para os vermes em estágio larval.

Biografia do Autor

Cassia Dos Santos Dornelas Alvares, Instituto Federal de São Paulo Campus Avaré
Graduando em Licenciatura em ciências biológicasbolsista do projeto de iniciação ciêntifica
Lívia Cristina dos Santos, Instituto Federal de São Paulo campus Avaré
É Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas, formada pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Desenvolveu sua Iniciação científica no Laboratório de Herpetologia do Instituto Butantan, tendo experiência em estudos da biologia reprodutiva de anfisbenídeos. Cursou o Mestrado no Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, desenvolvendo sua pesquisa no Laboratório Especial de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan. Cursou o doutorado no Departamento de Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, e realizou doutorado "sanduíche" no Muséum National d'Histoire Naturelle, em Paris. Atualmente é professora no Instituto Federal de São Paulo, ministrando aulas para o nível Superior (Ciências Biológicas) e para o Ensino Médio Integrado.
Tarsila Ferraz Frezza, Instituto Federal de São Paulo campus Avaré
Graduou-se em Ciências Biológicas, licenciatura e bacharelado, pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Possui Mestrado e Doutorado em Parasitologia pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente é docente do IFSP- Avaré em regime de dedicação exclusiva.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017