A BUSCA DE NOVOS COMPOSTOS PARA O TRATAMENTO DA ESQUISTOSSOMOSE: revisão de literatura da classe das imidazolidinas

  • Karla Karoline Simões Santos Centro Universitário Cesmac
  • Susane Maria Barros
  • Carlos Henrique Silva
  • Thiago José Rocha
Palavras-chave: Esquistossomose, Imidazolidinas, Praziquantel

Resumo

No Brasil, praziquantel é o único medicamento empregado para tratamento da esquistossomose, mas seu extensivo uso, inevitavelmente culminou em baixas taxas de cura, aparecimento de isolados de Schistosoma mansoni refratários, foram observados efeitos colaterais causados por esse medicamento. Assim torna-se relevante a busca por novas moléculas esquistossomicida. As imidazolidinas são representadas por um grupo de substâncias heterocíclicas pentagonais possuidoras de diversas atividades biológicas, inclusive atividade esquistossomicida. O trabalho teve como objetivo buscar através de uma revisão integrativa novos compostos para o tratamento da esquistossomose. Foi realizada uma revisão integrativa sobre a utilização de compostos imidazolinicos como uma ferramenta no tratamento de esquistossomose, por meio da busca em banco de dados MEDLINE, LILACS e SCIELO, além de livros e periódicos do acervo da biblioteca do Centro Universitário CESMAC, em um período retroativo a 2016, utilizando os seguintes descritores, esquistossomose, imidazolidinas, compostos sintéticos. Diversos estudos visaram confirmar o conhecimento científico sobre o uso de derivados imidazolidinicos com atividade esquistossomicida. Com base na pesquisa em diferentes bases de dados, foi visto que ao total foram identificados 20 compostos da classe das imidazolidinas, demonstrando atividade sobre vermes adultos de S. mansoni. Ao longo da análise dos parâmetros descritos nos artigos incluídos no estudo, notou-se também que de forma geral as concentrações que apresentaram atividade esquistossomicida variaram entre 5 a 644 µM, onde o tempo de atividade sobre os vermes adultos ocorreu entre 24 a 144h, demonstrando mortalidade acima de 40%. Os compostos descritos na literatura da classe das imidazolidinas demonstraram em testes “in vitro” e “in vivo” a atividade anti-Schistosoma, se apresentando dessa forma como moléculas interessantes para realização de mais estudos na busca de moléculas para o tratamento da esquistossomose. 

Biografia do Autor

Karla Karoline Simões Santos, Centro Universitário Cesmac
Estudande de Biomedicina,parasitologia.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017