Efeito da Atividade do Ácido Artesúnico sobre a Linhagem SE de Schistosoma mansoni

  • Sheila de Andrade Penteado Corrêa Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Rosimeire Nunes de Oliveira Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Vera Lúcia Garcia Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Sinésio Boaventura Jr Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Verônica de Lourdes Sierpe Jeraldo Instituto Tecnológico de Pesquisa - Aracajú - SE
  • Silmara Marques Allegretti Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Palavras-chave: Schistosoma mansoni, Linhagem SE, Tratamento, Derivados da Artemisinina, Sonda Fluorescente

Resumo

A esquistossomose mansônica é considerada uma das doenças negligenciadas mais prevalentes e debilitantes.  Relatos de tolerância/ resistência ao praziquantel têm impulsionado pesquisas visando ampliar as opções de tratamento. Desde a descoberta do potencial esquistossomicida da artemisinina, derivados com atividade superior à substância original vêm sendo desenvolvidos e avaliados em diferentes linhagens que demonstram responder de forma diferenciada aos tratamentos. O presente trabalho se propôs a avaliar danos tegumentares através de sonda fluorescente após tratamento in vitro com ácido artesúnico, um derivado da artemisinina, e avaliar o efeito in vivo desta substância sobre a linhagem SE do S. mansoni, tendo o praziquantel como controle farmacológico. A fim de melhorar a solubilidade aquosa, o polímero polivinilpirrolidona (PVP K30 em etanol 99%) foi incorporado às amostras na proporção 1:4. Para os ensaios com a sonda, os parasitas foram expostos a 200 µg/mL de ácido artesúnico por 2h e a 5 µg/mL de praziquantel por 15min e, em seguida, lavados, incubados por 15 min com 10 µg/mL da sonda Hoechst 33258 e observados em microscópio de fluorescência. Foram constatadas regiões fluorescentes em ambos os tratamentos indicando ocorrência de danos no tegumento que permitiram a penetração da sonda e sua ligação ao DNA. As análises in vivo realizadas 21, 45 e 60 dias pós-infecção mostraram as maiores taxas de mortalidade de parasitas e de redução de ovos eliminados nas fezes, com predomínio de ovos mortos e maduros, nos tratamentos com 100 mg/Kg de ácido artesúnico. Resultados similares foram observados para a concentração de 300 mg/kg de praziquantel para os períodos de 45 e 60 dias. Estes resultados indicam efeito esquistossomicida do ácido artesúnico sobre a linhagem SE do S. mansoni em uma concentração menor que a do praziquantel, além desta substância atuar também sobre a fase jovem do parasita.

Biografia do Autor

Sheila de Andrade Penteado Corrêa, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Departamento de Biologia Animal - Laboratório de Helmintologia
Rosimeire Nunes de Oliveira, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Departamento de Biologia Animal - Laboratório de Helmintologia
Vera Lúcia Garcia, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas - CPQBA
Sinésio Boaventura Jr, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas - CPQBA
Verônica de Lourdes Sierpe Jeraldo, Instituto Tecnológico de Pesquisa - Aracajú - SE
Laboratório de Doenças Infecciosas e Parasitárias
Silmara Marques Allegretti, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Deparatamento de Biologia Animal - Laboratório de Helmintologia
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017