AVALIAÇÃO DA CITOTOXICIDADE DOS COMPOSTOS MENTOL E MENTONA NO ESTUDO DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA

  • Karina Alves Feitosa Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)- Depto. De Morfologia e Patologia - Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
  • Ricardo De Oliveira Correia Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)- Depto. De Morfologia e Patologia - Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
  • Débora Meira Néris Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)- Depto. De Morfologia e Patologia - Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
  • Célio Lopes Silva Departamento De Bioquímica e Imunologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- FMR (USP)
  • Fernanda De Freitas Anibal Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)- Depto. De Morfologia e Patologia - Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Palavras-chave: Citotoxicidade, Macrófagos, Mentol, Mentona

Resumo

A esquistossomose mansônica é uma doença tropical negligenciada que afeta mais de 249 milhões de pessoas mundialmente e é causada pelo helminto Schistosoma mansoni. No Brasil, estima-se que cerca de 7 milhões de pessoas estão infectadas. O tratamento atual é realizado com Praziquantel, entretanto, a perda de sensibilidade de vermes ao fármaco, torna-se um problema no controle da doença. Um dos caminhos na busca por novos alvos terapêuticos é a fitoterapia. Em trabalhos do nosso grupo, a planta Mentha piperita L. demonstrou potencial antiparasitário e assim, seus principais componentes mentol e mentona, foram escolhidos no presente estudo. Avaliamos a citotoxicidade destes compostos in vitro em macrófagos (J774A.1) de camundongos Balb/c, utilizando o método MTT. Utilizou-se placas de microtitulação (96 poços), onde foram distribuídas 200 µL de uma suspensão celular (macrófagos) na concentração de 3x104 células/mL dispersas em meio de cultura RPMI e mantidas em estufa a 5% de CO2 a 37°C. Após aderência celular, estas foram expostas aos compostos mentol (70%) + mentona (30%) em diferentes concentrações (62,5 μg/mL, 125 μg/mL, 250 μg/mL, 500 μg/mL, 1000 μg/mL e 1500 μg/mL) por 24 e 48 hs. O sobrenadante foi descartado e adicionado 100 µL de uma solução de MTT (Sigma-Aldrich) a 1mg/mL em meio RPMI incompleto e incubadas por 3hs. O sobrenadante foi descartado e adicionado 100 µL de álcool isopropílico para a solubilização dos cristais de formazana formados. A leitura da absorbância foi determinada em espectrofotômetro em UV/visível, a 540nm. A viabilidade celular foi calculada em percentagem, considerando-se o controle negativo como 100%. Nossos resultados demonstraram que as concentrações testadas em ambos períodos permitiram o crescimento celular em mais de 70%, correspondendo ao mínimo de células viáveis. Assim, mentol e mentona não possuem citotoxicidade nestas condições, o que contribui para estudos in vivo em modelos de esquistossomose mansônica.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017