LEVANTAMENTO DE PLANTAS MEDICINAIS COM ATIVIDADE ANTILEISHMANIA

  • Susane Maria De Santana Barros Centro Universitário Cesmac
  • Karla Simões Centro Universitário Cesmac
  • Maria Patrícia Silva Centro Universirário Cesmac
  • Nayanne Souza Centro Universitário Cesmac
  • Saskya Fonseca Centro Uniersitário Cesmac
  • Thiago Rocha Centro Universitário Cesmac
Palavras-chave: Atividade leishmanicida, Leishmaniose experimental, Produtos naturais.

Resumo

Leishmanioses são doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania, considerada endêmica ao redor do mundo, ocasionando elevado índice de morbidade e mortalidade. O tratamento das leishmanioses é realizado com o Glucantime®, fármaco de primeira escolha. Diversas plantas estão sendo estudadas por possuírem atividades biológicas para tratar vários tipos de doenças. Com isso, há uma busca por substâncias que conduzam à síntese de uma nova classe de fármaco para tratamento de leishmaniose. O objetivo do trabalho foi avaliar a literatura existente referente as plantas medicinais com atividade experimental antileishmania.  Foi realizado um estudo do tipo descritivo de revisão integrativa, onde as bases de dados utilizadas como fonte de pesquisa foram Pubmed, SciELO e BVS com as palavras –chaves “Leishmaniose experimental”, “atividade leishmanicida” e “produtos naturais contra leishmaniose”.  Foram obtidas 131 obras bibliográficas, e utilizadas 40 de acordo com os critérios de inclusão.  Dos 40 artigos analisados, 47,5% foram extratos, 45% substâncias isoladas e 7,5%% substâncias isoladas e extratos. De maneira geral observa-se que extratos com melhor atividade são aqueles que utilizam o hexano e o metanol como solvente extrator. As espécies que apresentaram mais susceptibilidade aos vegetais foram Zanthoxylum moifolium Lam., Ageratum conyzoides L. e Dipteryx alata Vogel com IC50 de 0,030 µg/mL, 0,0625 µg/mL e 0,08 µg/mL, respectivamente. Diante deste estudo a espécie das espécies causadoras de leishmaniose tegumentar a que mais apresentou maior susceptibilidade aos compostos naturais foi a L. amazonensis com 45%. Alguns artigos apresentaram atividade em mais de uma espécie de Leishmania, por tanto as espécies mais citadas estão na seguinte ordem: L. amazonensis com 45%, L. major com 22,5%, L. braziliensis com 10%, L. tropica com 10%, L. panamensis com 2,5% e L. aethiopica com 2,5%. Novos estudos relacionado a dose e posologia de uso e parceria empresas, poderá contribuir com a aplicabilidade nos pacientes infectados. 

Biografia do Autor

Susane Maria De Santana Barros, Centro Universitário Cesmac
Estudante de Biomedicina; parasitologia.
Karla Simões, Centro Universitário Cesmac
Estudante de Biomedicina; parasitologia.
Maria Patrícia Silva, Centro Universirário Cesmac
Biomedicina; parasitologia.
Nayanne Souza, Centro Universitário Cesmac
Biomedicina; Parasitologia.
Saskya Fonseca, Centro Uniersitário Cesmac
Biomedicina; Parasitologia.
Thiago Rocha, Centro Universitário Cesmac
Professor; Parasitologia.
Publicado
2016-10-18
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017