DETECÇÃO DE Triatoma virus (TrV) EM Triatoma rubrovaria (Hemiptera, Reduviidade, Triatominae)

  • Aline Rimoldi Ribeiro Universidade Estadual de Campinas
  • Jailson Querido Brito
  • Bruno Campos
  • Juliana Nascimento
  • Fernada Mello
  • Felipe Passero
  • Gerardo Marti
  • Carlos Robello
  • Marcelo Silva
  • Diego Guerín
  • João Aristeu da Rosa
Palavras-chave: doença de Chagas, Triatoma virus, Triatominae, Trypanosoma cruzi

Resumo

Triatoma virus (TrV) é um vírus que infecta triatomíneos provocando alta taxa de mortalidade, atraso no desenvolvimento e diminuição da fertilidade. Atualmente são descritas 151 espécies de triatomíneos, potenciais vetores de Trypanosoma cruzi, agente etiológico da doença de Chagas que acomete 6-7 milhões de pessoas. O objetivo do trabalho foi contribuir para a utilização de TrV como ferramenta de controle biológico de Triatominae. O isolamento e a purificação de TrV utilizado como controle,  foram realizados a partir de amostras de fezes de insetos da Argentina. Triatoma virus e as partículas vazias de TrV, foram purificados na Unidade de Biofísica (CSIC-UPV/EHU), Espanha. Os espécimes de Triatoma rubrovaria estudados são oriundos do Laboratório de Parasitologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara. Para a identificação molecular de TrV foi realizada a extração de RNA com o Kit M-MLV Reverse Transcriptase. Para a reação de PCR foram utilizados 5 μl de cDNA obtidos de RT-PCR. O produto foi submetido à eletroforese em gel de agarose a 1,5% corado com brometo de etídio. Os resultados mostraram um fragmento de 800 pb para T. rubrovaria, que corresponde à região ORF2, responsável pela codificação de proteínas estruturais VP2 e VP3 o que sugere que a infecção viral pode estar difundida em todo Cone Sul. Um estudo mais abrangente de triatomíneos que ocorrem no Brasil poderia fornecer informações sobre a distribuição geográfica de TrV e estabelecer a relação filogenética entre cepas de TrV do Brasil e da Argentina. Neste sentido, os resultados em conjunto direcionam para a utilização de TrV como ferramenta no controle biológico de Triatominae. Essa hipótese se justifica pois, a partícula apresenta potencial biotecnológico como transportador de moléculas benéficas para o organismo animal, assim como moléculas tóxicas, pesticidas, por exemplo, o que permitiria uma liberação mais segura e eficaz no ambiente.
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017