DERMATOFITOSE POR Microsporum gypseum: RELATO EM EQUINO

  • Mariana Reato Nascimento Unifran
  • Jessica Cristina de Barros Unifran
  • Vanessa Yurika Murakami Unifran
  • Rafael de Melo Alves
  • Leonardo Lamarca de Carvalho Unifran
  • Marina Laudares da Costa Unifran
  • Eráldio da Silva Oliveira Unifran
  • Douglas Gomes Borges Unifran
  • Amanda Garcia Perreira Unifran
  • Fernanda Gosuen Gonçalves Unifran
  • Vitor Forone Casas Unifran
  • Lucas de Freitas Pereira Unifran

Resumo

A dermatofitose, enfermidade cutânea contagiosa, pode ser causada pelo contato direto ou por fômites contaminados com Microsporum ou Trichophyton, considerados fungos filamentosos e queratolíticos, os quais podem causar graves alterações na pele e anexos. Diante do caráter zoonótico da doença, o objetivo do presente trabalho foi discorrer o caso de uma égua Mangalarga no terço final da gestação, 14 anos, atendida no Hospital Veterinário da Universidade de Franca, com comprometimento cutâneo disseminado pelo dorso e face, há um mês. No exame específico observaram-se lesões de pele alopécicas, circulares, crostosas, hiperpigmentadas, descamativa, pruriginosas, além de pelos quebradiços e facilmente removidos em forma de pincel após leve tração. Os exames laboratoriais estavam dentro dos parâmetros de normalidade para a espécie e o raspado cutâneo e a análise em microscopia direta dos pelos, utilizando a técnica de clarificação por hidróxido de potássio a 10%, evidenciaram micélios do gênero Microsporum sp. Ato contínuo realizou-se histopatológico, o qual notificou hifas fúngicas septadas e esporos ovais dentro dos folículos pilosos; no entanto, a cultura fúngica confirmou o diagnóstico de Microsporum gypseum. A terapia tópica foi instituída com banhos diários com xampu manipulado à base de cetoconazol a 2% associado com peróxido de benzoíla a 2%. Concomitantemente, o tratamento sistêmico baseou-se na administração oral de Griseofulvina (50 mg/Kg), uma vez ao dia, até a remissão completa dos sinais cutâneos (dois meses consecutivos). Corroborando com os dados literários, o fator determinante da suscetibilidade à doença está relacionado diretamente com o estado imunológico do animal, como o período pré-parto. Com base no caso descrito, conclui-se que mesmo com a disponibilidade de exames complementares, a cultura fúngica foi definitiva no diagnóstico, considerando que as dermatofitoses podem ser confundidas com outras afecções cutâneas pela similaridade das lesões; ademais facilitou a instituição terapêutica específica, minimizando o contágio para outros animais e humanos.
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017