ANÁLISE MOLECULAR DE SARCOCYSTIDAE EM TECIDOS DE OVINOS EM FEIRA DE SANTANA, BA

  • Taise Cristina Santa Barbara Silva Queiroz Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Aristeu Vieira da Silva Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Aline Moraes Bergossi Gomes Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Caroline Araújo da Silva Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Joelande Esquivel Correa Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Luciara Alves da Cruz Universidade Estadual de Feira de Santana
Palavras-chave: Ovino, qPCR, Sarcocystidae

Resumo

Com distribuição mundial, os protozoários da família Sarcocystidae são caracterizados por serem parasitos formadores de cistos em diversos tecidos de hospedeiros intermediários, distribuídos em sete gêneros: Sarcocystis, Frenkelia, Toxoplasma, Besnoitia, Cystoisospora, Hammondia e Neospora. Esses parasitos podem causar abortamento em animais, apresentando associação com perdas econômicas significativas no comércio de ovinos em diversas regiões do mundo. Conhecer a prevalência de protozoários da família Sarcocystidae em produtos comercializados em mercados públicos é o primeiro passo para reduzir o risco de contaminação que estes podem representar para o ser humano. O objetivo deste trabalho foi avaliar a taxa de contaminação de amostras teciduais de órgãos de ovinos (Ovis aries) por protozoários da família Sarcocystidae. Os órgãos (baço, fígado e rins) obtidos de mercados públicos de Feira de Santana-BA foram levados para o laboratório do Grupo de Pesquisa em Zoonoses e Saúde Pública, sendo pesados 25g dos órgãos, num total de 90 amostras, que foram trituradas com 125ml de solução salina 0,18% estéril. A seguir 1ml da suspensão de tecidos foi coletada e armazenadas a -20°C para posterior extração de DNA. O DNA foi extraído utilizando dois kits comerciais (A e B) e quantificado em NanoDrop®, realizando-se a qPCR para uma sequência do gene rDNA de Sarcocystidae seguida de análise de alta resolução de curvas de dissociação (HRM) para diferenciação dos amplicons. Das 90 amostras avaliadas, uma apresentou amplificação, mas a HRM não foi compatível com os controles utilizados (Toxoplasma gondii, Neospora caninum, Sarcocystis neurona e Cryptosporidium parvum). A sequência amplificada será submetida ao sequenciamento para determinação do microrganismo envolvido. O kit de extração A foi mais eficiente na extração de DNA das amostras de tecidos, com médias de extração entre 79,4ng/µl e 683,4ng/µl, enquanto que o kit B apresentou média de 3,2ng/µl.
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017