Levantamento da fauna flebotomínica em área rural de Araraquara – SP

  • Vicente Estevam Machado Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
  • Dennys Ghenry Samillan Ortiz Instituto de Biologia- Universidade Estadual de Campinas
  • Flávia Benini Da Rocha Silva Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
  • Thais Marchi Goulart Instituto de Biologia- Universidade Estadual de Campinas
  • Wanderson Henrique Cruz Oliveira Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
  • Mara Cristina Pinto Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Palavras-chave: Flebotomíneos, Araraquara, área rural.

Resumo

A descrição das espécies de flebotomíneos presentes em uma região é importante para o conhecimento dos possíveis vetores envolvidos na transmissão das leishmanioses. Em algumas cidades da região de Araraquara, município localizado na região central do estado de São Paulo, já foram reportados casos humanos de leishmaniose cutânea. Esse estudo realizou um levantamento da fauna flebotomínica em uma região de mata residual dentro de uma fazenda na zona rural de Araraquara. Foram realizadas coletas durante quatro noites mensalmente, nos meses de junho a setembro de 2016, utilizando 11 armadilhas luminosas CDC – modificadas por noite, colocadas às 18:00h e retiradas às 7:00h, totalizando 44 armadilhas. As armadilhas ficaram distantes por pelo menos 20 metros. Os flebotomíneos foram triados e identificados em nível específico seguindo a nomenclatura de Galati (2003). As temperaturas variaram entre 11,6 e 25,3 °C e a umidade entre 43 e 91% sendo que a maior captura ocorreu de insetos ocorreu o mês de agosto (17,4 - 25,3°C / 43 – 71%). Foram coletados e identificados 3828 insetos de 8 espécies, sendo 59% fêmeas e 41% machos e em média 87 flebotomíneos por armadilha. A espécie mais abundante foi Nyssomyia whitmani (2761), seguida por Nyssomyia neivai (471), Migonemyia migonei (345), Brumptomyia sp (114), Pintomyia pessoai (78), Pintomyia. fischeri (54), Pintomyia monticola (4) e Expapilata firmatoi (3). A predominância de Ny whitmani em área mais conservada contrasta com outros dados da região, onde as coletas realizadas em área com maior ação antrópica e às margens do rio Mogi-Guaçu a espécie predominante é Ny. neivai chegando a 99,9 dos flebotomíneos coletados.
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017