MODULAÇÃO DA INFECÇÃO PARASITÁRIA APÓS IMUNIZAÇÃO COM ENZIMAS DE NUCLEOTÍDEOS DE SCHISTOSOMA MANSONI

  • Túlio di Orlando Cagnazzo Universidade Federal de São Carlos - UFSCar
  • Maurício Grecco Zaia
  • Débora Meira Neris
  • Joice Margareth de Almeida Rodolpho
  • Luciana Camillo
  • Luciana Pagiatto
  • Karina Alves Feitosa
  • Tiago Mendes
  • Juliana Roberta Torini de Souza
  • Silmara Marques Alegretti
  • Humberto D'Muniz Pereira
  • Fernanda de Freitas Anibal
Palavras-chave: carga parasitária, eosinófilos, esquistossomose, NDPK, vacina

Resumo

O aumento significativo da esquistossomose nas últimas décadas sugere que os métodos conhecidos de eliminação em massa deixaram de ser totalmente eficazes, uma vez que o Schistosoma sp. é um parasita complexo capaz de desenvolver estratégias de evasão do sistema imune do hospedeiro. No Brasil, a doença ainda ocasiona cerca de 800 mortes anualmente. Somado aos crescentes relatos de perda de sensibilidade a fármacos, a não prevenção à reinfecção torna o uso dos anti-helmínticos cada vez menos eficaz. Assim sendo, o uso de proteínas recombinantes mostra ser uma estratégia promissora para produção de vacinas visando diminuir a disseminação da doença. Avaliação da carga parasitária e contagem de eosinófilos do lavado da cavidade peritoneal (LCP) em camundongos previamente imunizados com a enzima Nucleosídeo Difosfato Quinase (NDPK) da via de salvação de purinas de S. mansoni. Foram utilizados 6 camundongos Balb/c por grupo, sendo estes: Controle, Não imunizado/Infectado e Imunizado/Infectado. Este último foi vacinado com 3 doses da enzima NDPK, com intervalo de 15 dias. Depois de 15 dias da última imunização, os animais foram desafiados com cercarias de S. mansoni. Após eutanásia, realizou-se perfusão do sistema porta-hepático, para avaliação da carga parasitária, e LCP, para contagem de eosinófilos. A imunização com a enzima NDPK promoveu diminuição da carga parasitária nos animais do grupo Imunizado/Infectado, através da redução de vermes recuperados nos sistema porta-hepático. Em relação a contagem de eosinófilos no LCP, a imunização com NDPK apresentou redução significativa desse tipo celular quando comparado ao grupo Não imunizado/Infectado. A partir desses resultados, sugere-se que a enzima da via de salvação das purinas tem potencial para ser candidata à produção de vacinas como método preventivo à esquistossomose, entretanto, outros ensaios devem ser realizados.

Biografia do Autor

Túlio di Orlando Cagnazzo, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar
Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Genética Evolutiva e Biologia Molecular (PPGGEv) do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Laboratório de Parasitologia (LAP), Departamento de Morfologia e Patologia (DMP) - UFSCar
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017