Escherichia coli PRODUTORA DE VEROTOXINA (VTEC) ISOLADAS DE DÍPTEROS MUSCÓIDES EM PROPRIEDADE LEITEIRA DO ESTADO DE SÃO PAULO

  • Taila dos Santos Alves Universidade Estadual de Campinas
  • Mirtis Maria Giaciani Ferraz Universidade Estadual de Campinas
  • Natane De Cássia Sibon Purgato Universidade Estadual de Campinas
  • Gustavo Henrique Batista Lara Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
  • Patrícia Jacqueline Thyssen Universidade Estadual de Campinas
  • Márcio Garcia Ribeiro Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
  • Domingos Da Silva Leite Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: bovinos leiteiros, moscas, STEC, vetores

Resumo

Embora as moscas sejam conhecidas como vetores de vários patógenos, poucos trabalhos discutem a participação desses dípteros na transmissão de VTEC no ambiente. Considerando que o principal reservatório de VTEC é o gado saudável, este estudo buscou verificar a presença de tais cepas em dípteros muscóides e bovinos com aptidão leiteira. Cepas de Escherichia coli foram isoladas da superfície externa de moscas coletadas no ambiente de ordenha e das fezes de bezerros e vacas, aparentemente saudáveis, de uma propriedade leiteira da região de Botucatu, SP. A presença de Verotoxina foi investigada por PCR para os genes stx1 e stx2 e ensaio in vitro de citotoxicidade em células Vero. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o teste exato de Fisher. De 57 moscas foram isoladas 135 cepas de E. coli sendo que 7/135 (5,2%) apresentaram genótipo positivo apenas para stx1. Das 286 cepas isoladas de 58 bezerros, 84/286 (29,4%) foram positivas para stx1, 12/286 (4,2%) para stx2 e 3/286 (1%) apresentaram stx1 e stx2. As 240 cepas isoladas de 48 vacas não apresentaram genótipo positivo para nenhum dos genes. Para o ensaio de citotoxicidade, 17 cepas com genótipo positivo para stx1 e/ou stx2 foram randomicamente selecionadas e todas causaram efeito citotóxico nas células Vero. As espécies de dípteros muscóides com maior abundância foram: Musca domestica (Linnaeus, 1758) 20/57 (35,1%), Fannia spp. 14/57 (24,6%) e Stomoxys calcitrans (Linnaeus, 1758) 10/57 (17,5%), sendo que a presença de VTEC foi associada à M. domestica. Os resultados indicam que M. domestica pode atuar na veiculação de VTEC, o que constitui um sério risco para a saúde pública uma vez que se trata de uma espécie sinantrópica, isto é, que tem grande capacidade de proliferação em ambientes modificados pelo homem, tais como o urbano e o rural.

Biografia do Autor

Taila dos Santos Alves, Universidade Estadual de Campinas
Depto. Genética, Evolução e Bioagentes, Instituto de Biologia, IB-UNICAMP, Campinas, SP.
Mirtis Maria Giaciani Ferraz, Universidade Estadual de Campinas
Depto. Genética, Evolução e Bioagentes, Instituto de Biologia, IB-UNICAMP, Campinas, SP.
Natane De Cássia Sibon Purgato, Universidade Estadual de Campinas
Laboratório de Entomologia Integrativa, Departamento de Biologia Animal, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas
Gustavo Henrique Batista Lara, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Depto. Higiene Veterinária e Saúde Pública, FMVZ-UNESP, Botucatu, SP.
Patrícia Jacqueline Thyssen, Universidade Estadual de Campinas
Laboratório de Entomologia Integrativa, Departamento de Biologia Animal, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas.
Márcio Garcia Ribeiro, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Depto. Higiene Veterinária e Saúde Pública, FMVZ-UNESP, Botucatu, SP.
Domingos Da Silva Leite, Universidade Estadual de Campinas
Depto. Genética, Evolução e Bioagentes, Instituto de Biologia, IB-UNICAMP, Campinas, SP.
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017