EFEITOS DO FATOR DE INIBIÇÃO DE MACRÓFAGOS (MIF) NA MIGRAÇÃO DE TROFOBLASTO EXTRAVILOSO (HTR8 SV/NEO) E NA PROLIFERAÇÃO INTRACELULAR DE Toxoplasma gondii

  • Iliana Claudia Balga Milián Universidade Federal de Uberlândia
  • Priscila Silva Franco Universidade Federal de Uberlândia
  • Camilla Manzan-Martins Universidade Federal de Uberlândia
  • Rafaela José da Silva Universidade Federal de Uberlândia
  • Franscesca Ietta University of Siena, Siena, Italy
  • Eloisa Amália Vieira Ferro Universidade Federal de Uberlândia
Palavras-chave: ISO-1, MIF, migração celular, Toxoplasma gondii

Resumo

A migração e a invasão das células trofoblásticas extravilosas nos tecidos maternos são eventos essenciais para o sucesso da implantação embrionária. Essas secretam MIF e outras citocinas fundamentais na regulação da resposta imunológica. MIF está envolvido na patogênese de doenças causadas por alguns protozoários como Toxoplasma gondii. O objetivo do trabalho foi avaliar a participação de MIF nos mecanismos de multiplicação de T. gondii e de migração de células trofoblásticas extravilosas (células HTR8/SVneo) infectadas por este parasito. Células HTR8/SVneo foram infectadas e tratadas com MIF ou com o inibidor de MIF (ISO-1). Assim, os seguintes grupos experimentais foram definidos: controle; células não infectadas e tratadas com MIF; células não infectadas e tratadas com ISO-1; células infectadas e não tratadas; células infectadas e tratadas com MIF e células infectadas e tratadas com ISO-1. Para verificação da viabilidade celular (ensaio de MTT), análise do parasitismo (ensaio da β-galactosidase) e análise de migração (Scratch), células HTR8/SVneo foram infectadas com taquizoítas (cepa RH (2F1)) e tratadas com MIF ou ISO-1. Nossos resultados demonstraram que a viabilidade celular não foi alterada em células infectadas e/ou tratadas com MIF ou ISO-1. As células tratadas com MIF apresentaram maior carga parasitária comparadas ao controle. No ensaio de migração celular, as células tratadas com ISO-1 migraram menos que as células do controle não infectado ou tratadas com MIF. Quando foram infectadas, observamos menor migração nas células tratadas com MIF ou ISO-1 comparadas com o controle não infectado. Também foi verificado menor migração das células infectadas e tratadas com MIF quando comparadas com as células apenas infectadas. Podemos concluir que o tratamento com MIF ou ISO não interferiu na viabilidade de células HTR8/Svneo, que o tratamento com MIF aumentou a proliferação  de T. gondii e que a ausência de MIF diminuiu a migração de células HTR8/Svneo não infectadas.
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017