IMUNOSSENSOR POTENCIALIZADO COM NANOCRISTAIS DE ZnO MODIFICADOS COM PRATA PARA A DETECÇÃO DE NEUROCISTICERCOSE EM AMOSTRAS DE LÍQUOR

  • Daniela da Silva Nunes Laboratório de Diagnóstico de Parasitoses, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Uberlândia.
  • Vanessa da Silva Ribeiro Laboratório de Diagnóstico de Parasitoses, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Uberlândia.
  • João Pedro Tannus Goulart Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
  • Renata P. Alves-Balvedi Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
  • Luciano Pereira Rodrigues Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
  • Henrique Tomaz Gonzaga Laboratório de Diagnóstico de Parasitoses, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Uberlândia.
  • Anielle C. A. C.A. Silva Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
  • Noelio O. Dantas O. Dantas Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
  • Luiz Ricardo Goulart Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
  • Jair Pereira da Cunha-Júnior Laboratório de Imunoquímica e Imunotecnologia, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Uberlândia.
  • Julia Maria Costa-Cruz Laboratório de Diagnóstico de Parasitoses, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Uberlândia.
Palavras-chave: Diagnóstico, Imunossensor, Nanocristais, Neurocisticercose

Resumo

Neurocisticercose (NC) é uma grave infecção parasitária, causada pela forma metacestódea de Taenia solium que acomete o sistema nervoso central. A combinação de dados clínicos, neuroimagem, dados imunológicos e epidemiológicos, estabelecem o diagnóstico definitivo. O interesse no desenvolvimento de imunossensores decorre da necessidade de uma análise rápida aplicada na rotina com grande número de amostras, com alta sensibilidade e especificidade em relação aos testes imunológicos, como o ELISA (enzyme linked immunosorbent assay) e o immunoblotting. O objetivo deste estudo foi desenvolver um imunossensor potencializado com nanocristais de óxido de zinco (ZnO) modificados com 0,9% de prata (ZnO:Ag) ou compósitos de nanocristais de óxido de zinco e óxido de prata (ZnO:Ag₂O) usando como sonda um antígeno fracionado AG1 de mestacestódeos de Taenia saginata, para detecção de anticorpos contra NC em amostras de líquor. Sondas AG1 foram imobilizadas por adsorção em eletrodo screen-printed de grafite (C110), em seguida o indicador 4-dimetilamino-2,3-dimetil-1-fenil-Δ3-pirazolin-5-ona (4-DMAA), enriquecido com nanocristais de ZnO modificados com Ag ou misturados com Ag₂O foram adicionados, e posteriormente 2 µL de amostras de líquor (diluição 1/100). Dois pools de líquor foram utilizados: um com 10 amostras de pacientes com diagnóstico confirmado para NC e um como controle com o mesmo número de amostras de pacientes com outras desordens neurológicas. Medidas de voltametria de pulso diferencial foram obtidas. Os parâmetros diagnósticos de sensibilidade e especificidade, foram calculados. O imunossensor foi capaz de discriminar amostras de pacientes com NC daquelas com outras desordens neurológicas. Notou-se que o uso de nanocristais de ZnO modificados com Ag apresentaram melhores parâmetros de diagnóstico em relação ao ZnO:Ag₂O, houve aumento de 12,6 e 27% em relação a sensibilidade e especificidade, respectivamente. O estudo apresenta uma nova ferramenta com potencial aplicação no diagnóstico rápido da NC, além de requerer menor volume de amostra em relação ao teste ELISA.

Biografia do Autor

Daniela da Silva Nunes, Laboratório de Diagnóstico de Parasitoses, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
Vanessa da Silva Ribeiro, Laboratório de Diagnóstico de Parasitoses, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
João Pedro Tannus Goulart, Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
Renata P. Alves-Balvedi, Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
Luciano Pereira Rodrigues, Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
Henrique Tomaz Gonzaga, Laboratório de Diagnóstico de Parasitoses, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
Anielle C. A. C.A. Silva, Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
Noelio O. Dantas O. Dantas, Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
Luiz Ricardo Goulart, Laboratório de Nanobiotecnologia, Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
Jair Pereira da Cunha-Júnior, Laboratório de Imunoquímica e Imunotecnologia, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
Julia Maria Costa-Cruz, Laboratório de Diagnóstico de Parasitoses, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Uberlândia.
Área de Parasitolgia, Subárea: Helmintologia, Diangóstico.
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017