NOVO MÉTODO PARA DETECÇÃO DA ESTRONGILOIDIASE HUMANA EM AMOSTRAS DE SORO UTILIZANDO BIOSSENSOR ELETROQUÍMICO

  • LUIZ RICARDO GOULART UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLANDIA
  • VANESSA DA SILVA RIBEIRO Universidade Federal de Uberlandia
  • RENATA P ALVES-BALVEDI UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLANDIA
  • FRANCIELLI CRISTINE C MELO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLANDIA
  • PATRICIA DA S LOPES UNIVERSIDADE FEDERAL DE UNERLANDIA
  • BRUNA F MARIAS-COLOMBO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLANDIA
  • NAGILLA DALIANE FELICIANO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLANDIA
  • JULIA MARIA COSTA-CRUZ
Palavras-chave: Estrongiloidiase, Diagnóstico, Biossensor, Soro

Resumo

A estrongiloidiase é uma das doenças parasitarias mais negligenciadas no mundo. O diagnóstico desta parasitose possui uma série de desafios e várias pesquisas têm sido realizadas para desenvolver plataformas diagnósticas rápidas, de baixo custo e com alta eficiência. O objetivo deste estudo foi desenvolver um biossensor de baixo custo utilizando a fração detergente de Strongyloides venezuelensis, previamente obtida e utilizada com sucesso para detectar estrongiloidiase em amostras de soro, validada nos testes ELISA (enzyme linked immunosorbent assay) e Immunoblotting. Um total de 124 amostras de soro foram testadas em pools de: pacientes com estrongiloidiase confirmada (n=40), indivíduos com outras parasitoses (n= 44) e  indivíduos saudáveis de área endêmica (n=40). A fração foi imobilizada em um sensor com eletrodo de trabalho em ouro (BT 220). Após o bloqueio dos sítios inespecíficos utilizando soroalbumina bovina as amostras de soro diluídas (1:80) foram aplicadas e após a incubação e lavagem do eletrodo as medidas da voltametria de pulso diferencial (DPV) foram obtidas. Observações nas modificações na superfície do sensor pela imobilização dos antígenos ou ligação destes com as imunoglobulinas presentes nas amostras de soro foram realizadas por microscopia de força atômica (AFM). A DPV mostrou que a fração detergente foi capaz de discriminar os pacientes com estrongiloidiase daqueles com outras parasitoses ou saudáveis devido ao aumento da resistividade verificada no teste eletroquímico. Os dados da AFM demonstraram mudanças na superfície do eletrodo após cada passo do processo confirmando esta discriminação entre os grupos. Corroborando dados prévios de ELISA e immunoblotting o sensor contendo a fração detergente se mostrou altamente eficiente na diferenciação dos grupos pela DPV e AFM. O biossensor apresentado é de fácil construção e se mostrou aplicável na detecção da estrongiloidíase em amostras de soro representando uma alternativa promissora aos atuais métodos de diagnóstico disponíveis para a parasitose.
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017