IDENTIFICAÇÃO DE POTENCIAIS MARCADORES DE DIAGNÓSTICO IMUNOLÓGICO DA ESTRONGILOIDÍASE HUMANA USANDO ANTÍGENO HETERÓLOGO

  • Marcelo Andreetta Corral FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
  • Fabiana Martins de Paula
  • Dirce Mary Correia Lima Meisel
  • Vera Lucia Pagliusi Castilho
  • Elenice Messias do Nascimento Gonçalves
  • Débora Levy
  • Sérgio Paulo Bydlowski
  • Pedro Paulo Chieffi
  • William de Castro Borges
  • Ronaldo Cesar Borges Gryschek
Palavras-chave: Actina, Antígenos, Galectina, Imunodiagnóstico, Strongyloides venezuelensis.

Resumo

A estrongiloidíase é uma infecção potencialmente grave em pacientes imunodeprimidos. O diagnóstico parasitológico pelas técnicas tradicionais tem baixa sensibilidade. Dessa forma, a disponibilização de técnicas diagnósticas sensíveis e específicas é desejável, sobretudo no contexto das imunodepressões, pois a identificação e o tratamento da helmintíase são fundamentais. As técnicas sorológicas buscam melhores parâmetros de diagnósticos, entretanto os resultados são muito variados. O objetivo deste trabalho é aprimorar o imunodiagnóstico da estrongiloidíase humana identificando proteínas imunodominantes, utilizando a técnica de Western-blotting (WB). Foram utilizadas as frações solúvel (TSL) e de membrana (TML) do estágio evolutivo de larvas filarioides Strongyloides venezuelensis. Foram utilizadas amostras de soros de individuos positivos para S. stercoralis, para outras parasitoses e negativos. Para identificação das bandas imunogênicas foi realizado o WB e as proteínas reveladas foram recortadas de géis réplicas para digestão em peptídios trípticos e posterior análise por espectrometria de massas. Diferentes componentes antigênicos foram reconhecidos por anticorpos IgG de pacientes com estrongloidíase, sendo as bandas de 30-40kDa como as mais frequentes. Após análise por espectrometria de massas, as proteínas imunoreativas identificadas correspondiam a enzimas e proteínas de citoesqueleto, destacando galectinas e actina como as proteínas de maior abundância.
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017