Avaliação in vitro da atividade leishmanicida de Hymeneae courbaril

  • Breno Mumic Sequeira Universidade de Franca
  • Romeu Neto
  • Lúzio Bocalon Flauzino
  • Marcos Gomide Tozatti
  • Julia Medeiros Souza
  • Lizandra Guidi Magalhães
  • Marcio Luis Andrade e Silva
  • Wilson Roberto Cunha
Palavras-chave: atividade leishmanicida, estudo fitoquímico, Hymenaea courbaril, jatobá

Resumo

 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente 88 países se encontram atingidos pela leishmaniose, sendo que cerca de 12 milhões de pessoas estão infectadas e, aproximadamente 350 milhões de pessoas estão expostas ao risco de contrair a doença. As dificuldades quanto à administração dos medicamentos usados nos dias de hoje e a duração do tratamento, paralelamente aos efeitos colaterais, tem estimulado pesquisadores a buscar novas substâncias com atividade leishmanicida, principalmente de fontes naturais. Hymenaea courbaril (Família Fabaceae) também conhecida popularmente como jatobá, jitaí, aboti-timbaí, fava-doce, jatobá-da-caatinga, farinheira, entre outros. Estudos anteriores realizados em nossos laboratórios demonstraram uma atividade leishmanicida in vitro promissora tanto para o extrato hidroalcoólico das cascas como para o extrato hidroalcoólico da polpa de H. courbaril. Ambos os extratos apresentaram CI50=0,26 µg/mL. Através da CLAE preparativa do extrato hidroalcoólico das cascas foi possível isolar uma substância codificada como F-1B-3. A análise dos dados de RMN-1H e RMN-13C permitiram a identificação de F-1B-3 como o diterpeno ácido isoózico. Os resultados da atividade leishmanicida in vitro frente à Leishmania amazonensis indicaram uma valor de CI50 de 42,39 µM (12,80 µg/mL) para a substância F-1B-3. Foi realizada também a atividade citotóxica desta substância contra macrófagos peritoniais, resultado em um CC de 31,56 µM (9,53 µg/mL).  Os resultados obtidos até o presente momento apontam para um possível efeito sinérgico das várias substâncias presentes no extrato.  
Publicado
2016-10-17
Seção
FOTOS - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA 2017