A INTERCULTURALIDADE COMO ELEMENTO DECOLONIAL: uma análise das relações homem-ambiente a partir das obras O Sertanejo, O Quinze e Vidas Secas

  • Elisângela Campos Damasceno Sarmento Instituto Federal do Piauí
  • Geraldo Jorge Barbosa de Moura Universidade Federal Rural de Pernambuco

Resumo

As obras literárias O Sertanejo (2002) [1875], de José de Alencar, O Quinze (2012) [1930], de Rachel de Queiroz, e Vidas Secas (2013) [1938], de Graciliano Ramos, representam um fértil arcabouço à análise do discurso. Desse modo, esta pesquisa tem como objetivo precípuo investigar, a partir do método da Análise do Discurso de Linha Francesa e da perspectiva Ecocrítica - que estuda as inter-relações entre a Literatura e a Ecologia -, as relações ser humano-ambiente a partir das referidas obras e dos conceitos da (de) colonialidade e interculturalidade. Diante disso, os discursos presentes nas obras em questão demonstram que tais conceitos estão imbricados nas relações homem (sertanejo) - ambiente (sertão). Logo, a Ecocrítica caracteriza-se como um subsídio inter e transdisciplinar a ser explorado, representando, assim, um considerável elemento à reflexão das relações do homem com o ambiente natural e sociocultural.

Biografia do Autor

Geraldo Jorge Barbosa de Moura, Universidade Federal Rural de Pernambuco
Geraldo Jorge Barbosa de Moura - Pós-Doutor em Comportamento pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto/Portugal. Doutor em Ciências Biológicas pela UFPB-UFRN/Brasil e UBA/Argentina. Professor Associado III, da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, Recife-PE. Professor do Programa de Pós-graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental – UNEB; do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade – UFRPE; do Programa de Pós-graduação em Biociência Animal – UFRPE; do Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais – UFRPE; do Programa de Pós-graduação em Território, Ambiente e Sociedade – UCSAL, e-mail: geraldo.jbmoura@ufrpe.br.
Publicado
2022-12-19