FIGURATIVIZAÇÃO E EXPERIÊNCIA SENSÍVEL: a opressão em “O dia em que encontrei meu pai”, de Luiz Ruffato

Resumo

A partir do instrumental teórico da semiótica discursiva, o artigo analisa o conto “O dia em que encontrei meu pai”, de Luiz Ruffato, publicado em 2018 na coletânea A cidade dorme. Nosso objetivo é analisar o modo como as as relações histórico-sociais participam da construção de sentidos do texto, particularmente por meio dos procedimentos discursivos da figurativização e da tematização e da interdiscursividade, apreensíveis no diálogo que o enunciador estabelece com o contexto histórico da Ditadura Militar no Brasil. Observamos que o contrato fiduciário entre enunciador e enunciatário se perfaz especialmente por meio do jogo que o enunciador estabelece entre o nível da enunciação e o nível do enunciado. Por sua vez, o contrato de veridicção se constrói pela organização temático-figurativa do texto, que conduz o enunciatário a se sensibilizar com as agruras sofridas pelos actantes da narrativa, no papel temático de pai e filho, ocasionadas pela repressão política do período ditatorial militar brasileiro.

Biografia do Autor

Flavia Karla Ribeiro Santos, Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, câmpus de Araraquara (SP).
Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, câmpus de Araraquara (SP), com bolsa CAPES.
Marcela Ricardo, Universidade de Franca
Mestra em Linguística pela Universidade de Franca (UNIFRAN). Atua como professora no Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza.
Vera Lucia Rodella Abriata, Universidade de Franca
Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Atua como professora no Programa de Mestrado e Doutorado em Linguística da Universidade de Franca (UNIFRAN).
Publicado
2020-12-30