Prevage: Razão ou Emoção?

  • Juliana Spirlandeli Batista
Palavras-chave: semiótica francesa, figuratividade, razão, emoção

Resumo

O presente estudo tem por finalidade traçar um paralelo entre os textos publicitários do mais moderno tratamento antienvelhecimento, o creme Prevage, recém-lançado no Brasil pela empresa de cosméticos Elizabeth Arden em conjunto com a Allergan, criadora do botox. Para tanto, a metodologia de pesquisa conta com o arcabouço teórico-metodológico da teoria semiótica francesa, principalmente as concepções de A J. Greimas. Três dos anúncios não evocam nenhuma parte do corpo feminino, apenas destacam o frasco cinza-prateado que se parece mais com um recipiente de remédio, figurativizando, portanto, a idéia de tratamento científico e não somente de tratamento de beleza, tendo por objetivo produzir ilusões referenciais no enunciatário e, a partir daí, fazê-lo acreditar no discurso do enunciador. Apenas um deles, por sua vez, além de mostrar o frasco e até uma pequena porção do creme, destaca o rosto de três famosas atrizes consumidoras do creme Prevage. Nesse texto publicitário, percebe-se que o enunciador apela tanto para o contrato determinado pela razão, isto é, pelo tratamento científico, bem como para aquele determinado pela emoção, ou seja, pela promessa da obtenção dos resultados, pois além de mostrar o frasco e a ação do creme, mostra também a tez lisa e firme obtida através da utilização do produto.
Publicado
2010-09-12
Seção
Artigos