FATORES ASSOCIADOS A PRATICA E A DURAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO.

Mariana Barbosa Boiani, Jenny Seifert Leôncio Paim, Taila Santos Freitas

Resumo


As prevalências de abandono precoce da amamentação exclusiva ou parcial e da não amamentação continuam alarmantes no Brasil e no mundo. O objetivo deste estudo foi identificar os múltiplos fatores associados a pratica e a duração do aleitamento materno no Brasil. Foram analisados estudos epidemiológicos conduzidos no Brasil sobre fatores associados a pratica e a duração do aleitamento materno. Foram excluídos artigos que analisaram populações específicas ou por analisarem apenas 1 ou 2 fatores associados à amamentação e à interrupção da amamentação. Após estas etapas, 16 artigos atenderam os critérios de inclusão. Todos analisaram múltiplos fatores associados a amamentação e a interrupção da amamentação. Dentre os principais fatores de risco associados ao abandono do aleitamento materno destacam-se o uso de chupeta ou bicos, trabalho materno fora de casa ou não estar em licença maternidade, idade materna avançada ou inferior a 20 anos, ter menos de dois filhos, a não participação no pré-natal, sintomas de depressão pós-parto, reação negativa da mulher com a notícia da gestação e não receber ajuda do companheiro com a criança. Pode-se concluir que apesar do consenso nacional e internacional dos benefícios da amamentação exclusiva até os seis meses e parcial até os dois anos de idade, as taxas de aleitamento materno no Brasil permanecem além do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Contudo, observa-se incremento da duração do aleitamento materno exclusivo e da mediana de tempo total de amamentação, evidenciado pelos estudos graças a esforços nacionais e internacionais empreendidos nas últimas décadas para promover o aleitamento materno.


Palavras-chave


Ciências da Saúde

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DOI: http://dx.doi.org/10.26843/investigacaov1732018p%25p