O USO DO CLORIDRATO DE XILAZINA COMO SEDATIVO EM VACAS SUBMETIDAS À CESARIANA PODE CAUSAR COMPLICAÇÕES AO BEZERRO?

Paulo José Bastos Queiroz, Adalberto Rodrigues Vilela, Wanessa P. Rodrigues da Silva, Mariana Xavier de Souza, Luiz Antônio Franco da Silva, Rogério Elias Rabelo

Resumo


O presente estudo objetivou avaliar as complicações nas vacas parturientes e nos bezerros recém-nascidos ocasionadas pelo uso do cloridrato de xilazina como sedativo para realização de cesariana. Foram atendidas 40 fêmeas bovinas, de diferentes raças, idades e peso corporal distribuídas em dois grupos, contendo 20 animais cada (GI e GII). O GI foi composto por vacas que receberam 0,1 a 0,2 mg/kg de cloridrato de xilazina a 2% como sedativo para realização de cesariana, antes da contenção física. No GII, a aplicação desse mesmo fármaco foi realizada após a retirada do feto do útero, utilizando-se a mesma dosagem. O total de cada complicação pós-operatória, tanto para as parturientes quanto para os recém-nascidos, foi submetido ao teste Exato de Fisher ao nível de significância de 5%. Nas vacas parturientes não houve diferença estatística entre os grupos quanto a ocorrência de complicações após o parto. Entretanto, quanto aos recém-nascidos, em GI observou-se maior ocorrência de complicações no pós-operatório, com diferença estatística (p<0,05) para as variáveis: não assumir posição quadrupedal nos primeiros 60 minutos após o nascimento, não ingestão de colostro nas primeiras seis horas de vida, apatia e óbito. O uso do cloridrato de xilazina como sedativo de vacas submetidas a cesariana antes da retirada do feto do útero torna os recém-nascidos apáticos, dificultando sua permanência em posição quadrupedal nos primeiros 60 minutos após o nascimento, compromete a ingestão de colostro nas primeiras seis horas de vida e aumenta a ocorrência de óbitos de recém-nascidos.


Palavras-chave


Bovino, cesariana; pós-operatório; recém-nascido; sedação

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DOI: http://dx.doi.org/10.26843/investigacaov1732018p%25p