BACTEREMIA EM SANGUE PERIFÉRICO CANINO

Stéphanie Silva Nunes de Almeida, Adelly Caroline Mota, Fabrício Camargo, Danieli Brolo Martins

Resumo


Bacteremia em esfregaço sanguíneo de uma cadela, dois anos, não castrada, raça Bull Terrier. O paciente foi atendido durante triagem e encaminhado para o setor de emergência. Foi solicitado hemograma e durante observação do esfregaço sanguíneo, notou-se intensa leucocitose (82.000/uL) com predomínio de segmentados (74%) e estruturas distribuídas extracelularmente e intracelularmente compatíveis com bactérias em forma de bastão. Descartou-se possível contaminação externa com uma nova colheita de sangue. Por fim, realizou-se a coloração de Gram, a qual revelou bacilos gram-negativos. As bacteremias e septicemias são desafios terapêuticos aos veterinários. Estas infecções disseminadas estão associadas a diferentes condições patológicas e podem sofrer complicações decorrentes de uma resposta exacerbada do sistema imune. Frequentemente, evoluem para choque séptico, levando o animal ao óbito rapidamente. O diagnóstico definitivo é feito por meio de isolamentos dos patógenos por hemocultura.

Palavras-chave


Esfregaço sanguíneo; Septicemia; Cadela