EFEITOS GENOTÓXICOS DO USO CRÔNICO DO FUMO NA MUCOSA ORAL.

Amália Aparecida Busoni Campos, Priscila Cristina Gonçalves, Maria Antonia Noventa

Resumo


Este estudo teve como objetivo relacionar o uso do fumo com o aumento de quebras cromossômicas das células da mucosa oral em fumantes crônicos levando a riscos de surgimento de câncer bucal, pela técnica do micronúcleo. Diversos agentes atuam de forma genotóxica nas células e estão relacionados aos vários estágios da carcinogênese. Com relação à cavidade bucal, o fumo tem sido descrito como o principal fator de risco no desenvolvimento de lesões malignas e pré-malignas. A possibilidade de redução da incidência do câncer de boca está relacionada ao conhecimento e controle de fatores que são considerados de risco para o desenvolvimento da doença.  Os micronúcleos são porções de cromatina resultantes de mitoses aberrantes que permanecem próximas ao núcleo celular, e têm sido utilizados como marcadores para avaliar o grau de injúria genotóxica ao qual as células animais estão expostas. A amostra constou de células esfoliadas da língua e da mucosa jugal de 10 indivíduos fumantes e 10 não-fumantes. As células obtidas foram coradas pelo método de Feulgen e contracoradas por “Fast Green”. Observou-se um aumento estatisticamente significativo de micronúcleos em células esfoliadas dos indivíduos fumantes, o que permite sugerir que o hábito de fumar predispõe o indivíduo a danos genéticos que podem levar ao câncer bucal. 


Palavras-chave


câncer de boca, micronúcleos, fumo, efeitos genotóxicos, mucosa oral.

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