Edição Atual

v. 16 n. 1 (2020): Diálogos Pertinentes - jan./jun.
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Formatação: Os artigos deverão ser redigidos na ortografia oficial em formato A 4, espaço simples, margem de 2 cm de cada um dos lados, perfazendo o total de, no mínimo de 10 páginas e no máximo 18, incluindo as ilustrações (gráficos, tabelas, fotografias etc.). O corpo do texto deverá estar em caixa alta e baixa, tamanho/fonte 12, tipo Times New Roman.

Organização: A organização dos trabalhos deve obedecer à seguinte sequência:

TÍTULO E SUBTÍTULO: o título e subtítulo deverão estar em caixa alta e baixa, respectivamente, tamanho/fonte 12, negrito, tipo Times New Roman. Na linha abaixo deverá vir o título e subtítulo em inglês, no mesmo formato;

NOME DOS AUTORES: por extenso sem abreviaturas, abaixo do título do artigo;

IDENTIFICAÇÃO DOS AUTORES: a qualificação, titulação e Instituição de procedência deverão ser colocadas abaixo do título do artigo, autor por autor;

RESUMO E PALAVRAS-CHAVE: com máximo de 250 palavras, na 3ª linha após o(s) nome(s) do(s) autor(es) e palavras-chave (mínimo de três e máximo de cinco, uma linha abaixo do resumo), escritas no idioma do artigo;

ABSTRACT e KEYWORDS: versão para o inglês do Resumo e das Palavras-chave, sendo que o abstract deve vir duas linhas abaixo das palavras-chave e keywords uma linha abaixo do abstract. Caso o trabalho seja escrito em inglês ou espanhol, a versão deverá ser em português;

TEXTO

REFERÊNCIAS: serão baseadas na NBR 6023/2002 da ABNT, ordenadas alfabeticamente pelo sobrenome do autor e evitando-se o uso do et al.

ANEXOS.

Submissoes para o volume 16, n°1: 30/04/2020

 

Chamada para submissão de artigos

Número temático:

TECNOLOGIAS EM (DIS)CURSO: SUJEITOS, CORPOS E AFETOS

 

Organização:

Cristiane Dias (LABEURB)

Aline Fernandes de Azevedo Bocchi (UNIFRAN)

 Quais são as consequências das transformações nas formas de existência produzidas pela convergência entre mídia e tecnologia nos modos de constituição dos sujeitos, seus processos de subjetivação por aplicativos, dispositivos, sistemas móveis e redes de informações digitais conectadas? Quem é o sujeito constituído por meio dessa conectividade e mobilidade? Quais os desdobramentos históricos e teórico-analíticos da instalação de práticas de entretenimento, saúde, trabalho, comunicação, educação etc. nos modos de viver e significar as relações sociais? A partir dessas questões, este número temático da Revista Diálogos Pertinentes pretende reunir um conjunto de trabalhos que investigue formas históricas de subjetivação por meio da tecnologia, considerando, especialmente, os aplicativos e dispositivos digitais.

Para Dias (2018), nosso mundo pragmático é constituído pela significação de objetos tecnológicos e certa dependência face à múltiplas coisas-a-saber que tais objetos nos oferecem. Segundo a autora, os aplicativos para smartphones são exemplos máximos de “sistemas lógicos portáteis” (DIAS, 2018, p. 63) que se estabelecem como instâncias organizadoras da vida e a sistematizam em sua variedade; eles funcionam, principalmente, a partir da ideia do “tudo organizar”, produzindo uma unidade imaginária de nossa existência como algo que podemos regular, decidir e gerir.

Dias situa entre as múltiplas consequências dessas práticas as transformações nos modos de relação com a memória, as quais ressoam a maneira como a historicidade dos sentidos afeta a forma material de lembrar ou esquecer. Enquanto dispositivos tecnológicos, os sistemas lógicos digitais contribuem para a produção de sentidos de controle da vida (e da morte), ou seja, articulam-se ao funcionamento da tecnologia como forma de exercer um biopoder ou uma biopolítica (FOUCAULT, 1999 [1975-1976]; 2004 [1978-1979]; AGAMBEN, 2002; 1010) de corpos e afetos, situados no âmago de processos de subjetivação.

Assim, perguntamo-nos sobre quais seriam as implicações, em termos de produção das formas históricas de existência, de estabelecer-se enquanto sujeito a partir da mediação com a memória metálica (ORLANDI, 2007), aquela que não esquece. De que natureza seriam os laços sociais tecidos entre sujeitos imersos nas tecnologias? Seria plausível considerar que as práticas sociais associadas aos sistemas lógicos digitais possam produzir efeitos que permitam desestabilizar processos de significação impostos pelos funcionamentos das tecnologias, deslocando sentidos estabilizados?

 

Submissões PRORROGADAS: 31/07/2020.

Previsão de publicação: setembro de 2020.