A representação da realidade e o romance: Notas sobre Dom Quixote e Robinson Crusoe

Carolina Becker Koppe Costa

Resumo


Este artigo tem como objetivo uma breve discussão sobre a constituição do gênero romanesco com o intuito de atentar para uma maior compreensão do lugar que a literatura de ficção ocupa e deve ocupar. Neste sentido, a tônica levantada por Tzvetan Todorov (2009), em
A literatura em perigo, torna-se nosso ponto de partida e nosso ponto de chegada, já que Todorov chama a atenção para um percurso de marginalização experimentado pelo literário e a necessária retomada dos textos de ficção como foco principal de afirmação de um discurso
que, sim, pode se igualar aos discursos filosóficos e científicos. A análise de obras e de autores representativos no que diz respeito à afirmação do romance como gênero, como Robinson Crusoe e Dom
Quixote, são essenciais para a compreensão da complexidade que o gênero apresenta; uma vez que a ascensão do romance possibilita a discussão sobre a representação da realidade que abarca não somente
aspectos de uma realidade objetiva e material, mas também aspectos do imaginário, colocando os textos ficcionais e seus estudos dignos de serem, além de objetos de arte, produtos e geradores de reflexões a respeito do homem moderno.

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