SOLIDÃO, MULTIDÃO, RISO E (DES)CONTROLE: uma aventura patética no teatro

  • Luana Ferraz Universidade de Franca
Palavras-chave: humor, retórica, paixões, esquete, teatro.

Resumo

Neste artigo, tencionamos investigar a ressonância afetiva estabelecida entre a personagem protagonista de uma cena cômica e a plateia do espetáculo teatral. Propomos, assim, uma análise retórica do esquete “A encalhada”, um dos nove quadros que compõem a peça Cócegas (2004), de Heloísa Périssé e Ingrid Guimarães. O esquete em questão foi selecionado a partir do DVD Cócegas, produzido pela EMI Music Brasil, o qual constitui um registro dos espetáculos gravados no Tom Brasil Nações Unidas, em São Paulo, nos dias 10 e 11 de abril de 2004. Após a seleção, procedemos à análise dos componentes verbais e não verbais do quadro, destacando excertos que relevam o movimento passional no esquete, tendo em conta o imbricamento que naturalmente se dá entre o pathos e as demais provas retóricas, a saber, o ethos e o logos. Finda a análise, concluímos que a interação entre os diferentes expedientes retóricos do esquete é capaz de incitar, no auditório, paixões eufóricas, como a confiança; e disfóricas, como a vergonha e a inveja.Palavras-chave: humor; retórica; paixões; esquete; teatro.

Biografia do Autor

Luana Ferraz, Universidade de Franca
Doutora em Língua Portuguesa (PUC-SP) e professora do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UNIFRAN
Publicado
2020-08-07